Brasil: um país desigual

O Brasil está entre os 5 países mais desiguais, junto com África do Sul, Argentina, Colômbia e Estados Unidos, conforme aponta um estudo de centro da ONU (Organizações das Nações Unidas), denominado The concentration of income at the top in Brazil (A concentracao de renda no topo no Brasil). Tal desigualdade é considerada por considerar que o 1% mais rico recebe mais do que 15% da renda total, nível acima da média internacional que é 12%.

A partir de análise de pesquisas domiciliares, que apontam avanços quanto diminuição da desigualdade, tal pesquisa analisou também as declarações de imposto de renda, vinculada aos grupos mais ricos, principalmente.

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Caximba, Curitiba-Paraná, Brasil. Foto: Paraná Portal

Diante disso, concluíram que houve uma melhor redistribuição de renda entre as classes intermediárias, porém a desigualdade seguiu estável quando observados os extremos, as camadas mais ricas e mais pobres. A concentração de renda no topo não permitiu uma distribuição significativa a ponto de amenizar essa desigualdade e promover maiores condições às populações mais carentes.

“A experiência histórica mostra que buscar o crescimento a todo custo e esperar que ele resolva todos os nossos problemas distributivos não funcionou no passado e dificilmente funcionará no futuro”, declararam os pesquisadores.

Assim sendo…

Quais são as propostas dos candidatos à presidência quanto a essas desigualdades? Realmente, todos estão em uma pior, como muitos apontam? Até quando o país será reconhecido mundialmente por suas riquezas naturais, mas também como um dos mais desiguais?

Além do meu questionamento aos governantes, fica aqui meu questionamento à população:

Realmente, é aceitável essa extrema desigualdade?

Infelizmente, noto uma “perseguição” ao pobre, cada vez mais pobre, e o rico, cada vez mais rico.

Até quando a implicância do “ex-pobre”, ou “não tão pobre”, ou ainda, “o classe média” ou “quase rico” será avesso à melhor distribuição de renda e/ou, ainda, implicará com as bolsas, cotas e demais “benefícios” aos pobres, ainda que muitas vezes “tapas buracos” (no meu ponto de vista, melhor do que nada, porém ainda insuficientes) optando por fazer pequenas caridades e doações pelo coração quebrantado, ainda que temporariamente, quando se compadece de alguém ou de alguma instituição de caridade? Ainda não sacou que não é esse o problema?

“O Brasil só atingirá níveis moderados de desigualdade, como os da Europa, se a concentração de renda no topo diminuir dramaticamente”, disseram os pesquisadores. “Isso demandará políticas que promovam tanto o rápido crescimento da renda dos mais pobres como a direta redistribuição (da renda) do topo”.

Enquanto você bajula um lado, ou opta por silenciar-se de outro, ou ainda só observa o seu nicho, o ritmo segue o mesmo: perpetua-se a pobreza.

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Complexo da Maré, Rio de Janeiro – Brasil. Foto: Folha do Rio de Janeiro
Feliz ou infelizmente, sua realidade não é igual a do outro.
Olhe para o lado e lute pela humanidade de todos, não somente a sua.

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