E se foram 4 anos

“Um belo dia resolvi mudar…”

Todos nós passamos por fases na vida, mudanças que nos chacoalham, que nos tiram fora do eixo.

É um desemprego, é um emprego novo, é uma cidade diferente, são filhos que chegam, são dores nas costas, são mudanças de ares, de cidades, de países.

E eu passei por várias dessas mudanças e uma delas, eu diria a maior da minha vida até aqui, aconteceu há 4 anos, exatamente em 23 de setembro de 2017: o dia que peguei aquele busão, rumo ao aeroporto de Guarulhos, a fim de partir para Itália e tornar-me uma imigrante.

Nesse dia e nos anteriores, muita coisa me assombrou: o receio do novo; o ir sozinha, já que Carlos iria somente depois por conta da legalidade; o medo de não ser fluente na língua do lugar de destino; o não saber para onde iríamos depois da cidadania italiana pronta; a incerteza de que minha documentação seria toda aprovada e quando isso ocorreria; a falta de grana que impossibilitava ter uma viagem mais tranquila, sem dor de cabeça; o desconhecimento do lugar e das pessoas com as quais me envolveria; a tristeza de deixar para trás as pessoas próximas a mim e meus dogs, sem saber quando iria vê-los novamente e se iria; a angústia de não saber se daria conta; o desconhecimento de quando conseguiria um trabalho e, consequentemente, se sobreviveria ao mundão capitalista fora do próprio contexto; o cansaço com as vendas das nossas mobílias da casa, encerramento de contas, preparação de malas; a ansiedade natural disso tudo; etc. Nem consigo enumerar esses tantos sentimentos, nem descrevê-los tão perfeitamente. Sei que não foi tão fácil como muito romantizam o mudar-se para o exterior.

Mas, hoje, olhando para trás, eu sei que valeu a pena. Sei que foi uma experiência válida, porque foi nesse processo que fui me redescobrindo e descobrindo novos caminhos. Foi com essa mudança que pude realizar muitos outros sonhos. Foi também com isso que tirei muitas lições para minha vida. Até nas dificuldades superadas e ainda presentes, compreendi que a vida não é fácil, mas é maneira. Entendi que vale a pena tentar. Por mais que as frustrações poderiam vir e ainda vêm, compreendi (e sigo buscando compreender) que posso errar, cair e levantar. Que às vezes não vai dar certo, mas há outras rotas.

Entendi que só saberia que daria certo justamente porque tentei.

Se você sonha com algo, corra atrás!

Sei que para alguns o caminho é mais árduo, mas você pode seguir sonhando e tentando! Espero que as portas sigam se abrindo e você siga criando oportunidades também!

Feliz 4 anos de um recomeço! E que venham outros recomeços e fases! It’s the life!

É sobre si mesmo

Hoje eu e Carlos conversávamos sobre nossas atitudes em relação aos outros, bem como as atitudes dos outros em relação a nós.

Discutíamos sobre quantas vezes tivemos ações rudes e como as sofremos na via contramão. É cíclico. Tudo o que você faz ao outro volta para você, cedo ou tarde volta. Isso é certo.

Isso também vale sobre as atitudes positivas. Você planta, você colhe.

Mas muito além disso, quando tendemos a pensar sobre as ações dos outros em relação a nós, muitas vezes, tentamos entender o porquê do outro agir assim ou assado, tentando encontrar uma justificativa sobre algo que talvez tenhamos feito anteriormente, desencadeando as ações desse outrem em um nível de talvez desrespeito e ignorância, ou, por outro lado, de alto grau de cordialidade e simpatia.

Mas isso não tem a ver só com o “nós”. Tem muito mais a ver com quem é esse que age. As ações desse outro dizem muito mais sobre ele mesmo, do que sobre mim, sobre nós, sobre quem sofre os efeitos das ações desse outrem.

Quando alguém age com ignorância com você, o B.O. tá com essa pessoa que agiu assim. Da mesma forma, quando você recebe amor gratuito, não é por causa de você, porque você merece, mas sim porque é o que essa pessoa tem pra dar.

Me entende?

Eu sei que muitas vezes agimos querendo devolver algo… sei que muitas vezes apenas estamos achando que é retribuição do que recebemos. Mas será?

É, meu chegado! Você dá aquilo que tem. Suas ações em relação aos outros dizem muito mais sobre você mesmo do que sobre a pessoa que recebe suas atitudes.

É a velha história de qual lado seu você alimenta.

Agora pare e observe…

E não é que já tive “meu lôjinha”

Ontem, minha amiga @canalpaulamedeiros fez um post trazendo algumas lembranças sobre um brechó que fizemos a fim de Carlos e eu juntarmos grana para irmos à Itália fazer nossa cidadania e posteriormente estabelecer vida aqui na Europa. E daí pensei! Realmente! Essa foi uma boa história! Quer dizer, várias histórias nos brechós realizados.

Maio, Junho, Julho e Agosto de 2017, uma vez em cada um desses meses, em Cambé-PR, era realizado pela @leonela uma feira-brechó, em que pagávamos um valor de aproximadamente R$ 100 pela “lojinha”, local onde poderíamos expor nossas coisinhas para venda, novas ou usadas.

Naquele momento, Carlos e eu havíamos decidido ir à Itália para fazer cidadania, mas não tínhamos um tostão no bolso. Precisávamos da ajuda dos céus pra levantar a grana e prosseguir.

Além disso, precisávamos nos livrar das traias! Confesso… Eu precisava me livrar daquele guarda-roupa sem fim, um guarda-roupa de uma compulsiva 🤣 (Obs.: hoje estou curada! Quase 😂Glóriaxxxxx!).

Foi então que por 1 sábado nesses meses mencionados, eu e minha equipe… SIM! Minha equipe! Sem eles não ia rolar tantas vendas. Era eu de vendedora, a turca das lábias e dona da maioria das peças; Carlos de transportador das traias e segurança da loja (às vezes eu até o dispensava como segurança para não assustar a clientela 🤣); minha mãe de crediarista da “Romera” (piada interna, já que Carlos já trabalhou lá e o uniforme da véia era semelhante); minha amiga Paula de vendedora e organizadora das araras e lojinha (leia “lôjinha” para dar ênfase na vibe das vendas!); a minha amiga Denise Fontes que, apesar de “concorrente”, me emprestou a máquina dela de cartão, o que super me ajudou com as vendas (obrigada sempre!); minha irmã Karol de assistente de vendas e caixa; os demais da família, de compradores e do marketing boca boca 👄 e on-line.

Foi uma loucura cada brechó!

Conseguimos clientes fiéis e quase pensei que ter aberto “um lôjinha” antes poderia ter me rendido uns dinheiros 🤣!

Detalhe: nada era de marca burguesa e os precinhos eram bem bons! E no fim, ainda fiz sorteios para os clientes!

E foi assim que acumulamos R$ 4000, um pouco mais do que 1000 euros 💶 (considerando a cotação da época! Bons tempos, né viajantes brasileiros?!).

Muitas histórias rolaram nos bastidores, gente que nos roubou itens, gente que deixou de pagar, gente que comprou às pencas, gente que achava tudo lindo e gente que achava tudo o ó. Coisas de quem tem negócios 🤣.

Boas memórias! Suadas lembranças!

#tbt

Tudo passa

Ah! As fases da vida… Algumas mais fáceis, leves e agradáveis. Outras nem tanto, às vezes, amargas, duras, doloridas. De qualquer modo, se hoje aqui estamos, é porque superamos e aprendemos. É a vida e é isso que dá movimento a ela. Os altos e baixos, os topos e as bases, o estar além do esperado e o aquém do que se almejava.

E a gente só vê graça na vida, porque ela nunca é sempre a mesma intensidade, os mesmos acontecimentos, ainda que suas rotinas sejam bem estabelecidas, cada dia é um novo dia e precisamos estar atentos e aptos a viver esses dias sabendo que tudo é passageiro. E como passa, viu?!

Não sou uma pessoa de ótima memória, não sei se isso é até uma defesa da minha cabeça, mas vira e mexe vem alguma recordação ou alguém me lembra de alguma época que já se foi, uma conquista, um problema, uma discussão, um encontro, um medo, algo que está sempre nos nossos dias. Aí eu paro e penso: Caraca! Isso passou né?! E não é um saudosismo… é apenas ver que naquela época o que era difícil demais, intenso, dificultoso ou até de motivo de euforia, felicidade, conquista, passou! E outras coisas vão vir e vão passar. E outras pessoas também. E outras fases, principalmente.

Portanto, é com o agora que devemos nos preocupar em viver. Não é o ontem, não é o amanhã. Viva o hoje com a certeza de que tudo passa!

#avidapassa #vida

Vai vacinar! 💉🙏🏼♥️

💉Ai como eu tô feliz!

2ª dose realizada com sucesso 4 semanas após a 1ª! Tô passada!

Sim. Quase chorei! Me contive! Passa um filme na cabeça de tudo o que o mundo tem passado, de tudo que minha família passou!

Esse pesadelo vai passar e se você pode, vacine-se! E NÃO ESCOLHA VACINA. Isso é um pacto social. Não é somente sobre você. É sobre uma ação conjunta a fim de vencer esses tempos difíceis!

♥️

Saúde para gente!

Obs.: tomando a segunda dose ainda no meu estádio do meu clube inglês de ♥️, Arsenal!

💉Oh how happy I am!

2nd dose successfully performed 4 weeks after the 1st!!

Yes. I almost cried! I held back! Plays a movie in the head of everything the world has been through, everything my family has gone through!

This nightmare will pass and if you can, get vaccinated! AND DON’T CHOOSE VACCINE. This is a social pact. It’s not just about you. It’s about joint action to overcome these tough times!

♥️

Health for us!

Obs.: taking the second dose still in my stadium of my English club of ♥️, Arsenal!

#gotvaccinated💉 #arsenalstadium #vaccinated #pfizervacine #vaccination

#vacinada #pfizervacine #vacina #ᴠᴀᴄɪɴᴀᴘᴀʀᴀᴛᴏᴅᴏs