Roberta Peixoto: empreendedora, competente e grata a Deus

Captura de Tela 2018-08-10 às 15.02.01Nascida em Londrina, Paraná, 35 anos, em 19/04/1983, Roberta Peixoto, é educadora, micropigmentadora e maquiadora. Proprietária, também, de uma Escola de Micropigmentação e Maquiagem, a Roberta Peixoto Academy, Roberta ensina várias técnicas dessas áreas para alunos do mundo todo: “Na micropigmentação eu ensino a parte facial (olhos, sobrancelhas e lábios), além da paramédica, que inclui reconstrução de auréola, correção de cicatrizes, estrias e vitiligo, enfim, problemas ligados à coloração de pele. Ah! Trabalho também com correção de trabalhos errados. Por exemplo, se uma pessoa faz uma micropigmentação com outro profissional e não fica bom, eu faço uma camuflagem nessas áreas erradas”. Atualmente, a escola também oferece cursos de maquiagem, ministrados pela professora Milene.

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Fonte: https://robertapeixoto.com.br/sobre-a-roberta-peixoto/

Roberta relembra que iniciou na área de maquiagem há 20 anos, sendo sua profissão mais antiga, enquanto que a paramédica, começou há 10 anos. A seguir algumas imagens de seus trabalhos:

 

Analisando sua trajetória, como sozinha “uma andorinha não faz verão”, Roberta brinca dizendo que ela é a artista, coração de manteiga, enquanto o marido de Roberta é o braço direito, responsável por toda a parte administrativa da empresa e da loja e plataforma de cursos online: “Ele é o cabeça e eu só faço arte! (risos)”.

Além dele e de toda a equipe de profissionais da área estética, Roberta também destaca sua outra equipe fantástica, a de comunicação: um editor, um programador, uma roteirista e jornalista, um responsável por toda a comunicação visual, outro responsável pelos vídeos, uma profissional responsável pelo áudio. “São vários profissionais voltados à área de comunicação visual, redes sociais, dashboard… “. Essa é uma das estratégias de Roberta a fim de acelerar seus objetivos.

Peixoto sempre se viu como uma pessoa empreendedora, com vontade de crescer, “ambiciosa, mas não gananciosa”, como ela mesma afirma, mas sempre de forma gradual. Além disso, é uma mulher muito temente e grata a Deus: “Sempre com Deus à frente. Em todas as etapas da minha vida, sempre orei muito e coloquei diante de Deus tudo! Até por isso, creio que todas as situações deram certo em minha vida! Claro que passamos por erros, mas os acertos foram em maior número!”.

Ao mencionar a tal da zona de conforto, Roberta enfatiza que há um estado de neutralidade, em que você não arrisca e apenas “patina”, sem sair do lugar: “Eu cheguei em um ponto em que não tinha mais para onde crescer. Eu tinha sim para onde crescer, porém em outro lugar, não onde eu estava. Foi aí que eu comecei mudar minha forma de trabalho, administrando muito melhor meus horários. Aumentei meu valor, pois compreendi que era necessário me valorizar enquanto profissional. Mais do que tempo gasto no atendimento, são anos de estudos, investimento em material e no espaço. Enfim… fiz uma troca, ampliando a qualidade do meu trabalho e meus horizontes”.

Roberta já recebeu várias condecorações em palestras que ministrou. Ensinar, compartilhar conhecimento e trocar experiência são as paixões de Peixoto. Inclusive, ela ainda tem o sonho de abrir uma Escola de Micropigmentação nos Estados Unidos. Além desse sonho, Roberta Peixoto ainda pretende ter uma linha de micropigmentação que leva sua marca.

Roberta conta que já vivenciou várias situações marcantes na vida e destaca uma delas, em especial: “Recentemente, desde Novembro do 2017, eu iniciei os procedimentos de paramédica, com a reconstrução de auréolas. De todos os trabalhos que realizo, sem dúvida nenhuma, a paramédica é o que me traz satisfação pessoal! É imensurável o valor de poder ver um sorriso de uma cliente que teve sua autoestima restaurada. É muito difícil para a mulher se ver sem a auréola, com cicatrizes… E uma vez que eu posso “devolver” isso, é um momento único, que tem efeito imediato, ainda mais logo após o procedimento, que ela já pode se olhar no espelho! Uma cliente me disse, uma vez: “Posso passar o dedo? Ficou mais bonita que a minha natural!”. Apesar de não ter mais o bico, nós criamos sob uma técnica em efeito 3D, parecendo que a pessoa o tem novamente”.

Compreendendo seu trabalho até como um ministério, ela afirma: “Claro que há custos para tais procedimentos… Mas procuro sempre ajudar minhas clientes. Muitas delas vão ao meu ateliê desanimadas, depressivas, com baixa autoestima… O fato de eu conseguir devolver um pouco de alegria para essas pessoas eu vejo como um ministério. Ajudando e ainda ganhando por isso não tem coisa melhor!”

Quando perguntei a Roberta o porquê dela ser uma pessoa que inspira, ela foi bem pontual: “É difícil responder tal questionamento, afinal pode parecer presunçoso da minha parte… Mas, talvez, porque eu seja muito apaixonada pelo o que eu faço. O maior segredo das pessoas se inspirarem em mim é porque realmente eu mostro amor em tudo o que eu faço. Eu faço, claro, porque nós precisamos pagar contas, dependemos do dinheiro, mas muito mais do que isso, é meu amor pela minha profissão. Então eu faço tudo com muita dedicação, com muito carinho e, especialmente, nessa área de atuação, não posso cometer erros! É claro que acontecem, afinal não sou uma máquina, mas eu procuro fazer com todo esmero possível. E, acima de tudo, eu sei quem me capacita: Deus!”.

Além de inspirar, Peixoto também se inspira em vários profissionais da área de micropigmentação e maquiadores de todo o mundo: “[…] através dos trabalhos de cada um, eu consigo coletar alguns detalhes, que me auxiliam a criar minha identidade de trabalho”.

Roberta é 100% apaixonada e comprometida com a profissão dela: “Não há um só dia que eu não acorde feliz para sair para trabalhar!” – destaca Peixoto. – “Sou extremamente realista, tenho meu pé no chão! Sei que se estou onde estou é, em primeiro lugar, por Deus, porque Ele que me dá o talento, me capacita, me permite ter novas criatividades, Ele quem me dá o fôlego de vida!”. Ela ainda afirma ser muito humilde, esforçada e persistente: “Apesar de parecer que eu não sou, até porque eu quem estou falando (risos), sou muito humilde. Sei reconhecer minhas limitações, as situações novas a mim impostas, estou sempre disposta a querer aprender, porque aprender demais nunca é demais! […] Sou uma esponja! Estou aqui para absorver o máximo de informações, é claro, sempre positivas! Sou também muito esforçada. Nada na minha vida foi fácil, pelo contrário! Tenho minhas limitações! Por exemplo, nunca soube desenhar e hoje desenho. Tudo o que eu começo eu finalizo. Não desisto. Vontade de desistir até dá! Mas continuo!”.

Por falar em dificuldades, há aproximadamente quatro anos atrás, Roberta enfrentou um grande desafio relacionado à saúde, principalmente, considerando sua profissão: “Desenvolvi uma dor insuportável nos braços e nos ombros, tendo problemas com a cervical, em razão de anos de profissão, principalmente, como maquiadora. Cheguei ao ponto de nem conseguir lavar a cabeça, fechar o sutiã… Dependia muito da minha mãe! Estava até sem vontade de viver, de tão aguda que era a dor que me impedia de trabalhar e viver naturalmente. Coloquei diante de Deus e durante 8 meses segui com tratamento com fisioterapeuta.”. Atualmente, Roberta, agora super saudável, mantém um ritmo de atividades físicas e sob acompanhamento especializado e compreende o porquê de ter vivenciado isso: “Aprendi, nesse tempo, que naquela época eu não tinha tempo para mim! Era, então, necessário aprender a administrar melhor meus horários, em prol de maior qualidade de vida!”.

Mulher persistente, Roberta destaca abominar o famoso “jeitinho brasileiro”, que tanto nos dá fama pelo mundo, mas, por outro lado, enaltece o brasileiro que é correto (de verdade), destacando-o como altamente perseverante: “para o brasileiro, nada é fácil! Infelizmente, vivemos em país corrupto e sem muitas perspectivas, ao meu ver!”. Analisando ainda a sociedade no mundo, de modo geral, Roberta aponta: “Constantemente, lidamos com valores invertidos… com seres humanos egoístas, que passam por cima dos outros… em que mentir não é problema! Como cristã, eu nado contra a maré, na contramão do mundo! Tenho muito temor a Deus!”.

Para provocar mudanças nos rumos dessa sociedade um tanto desordenada e problemática em que vivemos, Roberta levanta a seguinte bandeira: Doar amor, prestar atenção quanto ao próximo, é ter paciência com as pessoas, ouvir mais os outros, ceder mais, perdoar mais! Para ela, assim, o mundo seria outro: “É preciso buscar fazer o bem ao próximo!”.

Roberta enfatiza que é necessário descobrir o que ama fazer, aquilo que você se identifica, que faz com amor, em que há entrega: “Se você fizer isso, é possível progredir e ajudar quem está ao seu redor!”.

 

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Para maiores informações quanto ao trabalho da Roberta, entre em contato pelas seguintes redes sociais:

Site: https://robertapeixoto.com.br/

Fone: +55 (43) 3334-3334

E-mail: contato@robertapeixoto.com.br

 

 

 

 

Vida de imigrante

Seguindo a sugestão da leitora, Renata Bastian, resolvi fazer esse post sobre vida de imigrante. Confesso que ainda sou novata na área, mas as experiências já são várias! Haha!

Assim como para todas as áreas da vida, para tudo há os dois lados da moeda.

É muito ruim estar distante de pessoas que amamos, mas, por outro lado, viver longe dessas pessoas, faz com que tal momento seja uma espécie de autoconhecimento. É um momento que você aprender a desafiar-se, a conhecer alguns outros limites, a obter novos relacionamentos, a valorizar mais as pessoas e as relações que possui, a desenvolver suas habilidades sociáveis…

Ao mesmo tempo, há também aquele próximo (às vezes até único) na nova terra, feito cá, ou até que “veio na bagagem”, que se torna seu grande parceiro (a), aquele que te ajuda a levantar quando a situação complica…  aquele que te estimula a desenvolver a paciência e o amor, porque às vezes só vocês “estão no barco” e precisam se ajudar.

Ser imigrante é por vezes se sentir bem recebido em terra estranha, mas às vezes totalmente “fora da casinha”, afinal, além do fator “pessoa”, mencionado anteriormente, há muitos outros obstáculos….

A língua! Chega arrepia (risos)! Como é difícil querer se comunicar, se expressar, demonstrar seus dons e façanhas sem poder, porque não domina o idioma! Conselho lógico, é claro: Se deseja um dia morar fora do seu país, estude a língua enquanto pode. Ainda assim, haverá um processo de adaptação, mas que será amenizado se maior conhecimento tiver da linguagem. Por outro lado, como é bom ver os pequenos avanços! Se você ainda está “penando”, confie que chegaremos lá!

Outro fator advindo da mudança é lidar com os costumes diversos. Óbvio que há também muitas diferenças para melhor, mas o início da mudança, o adaptar-se, também, é um novo desafio. Prepare-se e, o mais importante, respeite essas mudanças e os costumes. Você é o estrangeiro. Não custa tentar! Aos poucos, você vai incluindo uns gostos pessoais, hahaha, mas sempre com respeito, please! Evite, por exemplo, manter-se estático no lado esquerdo da escada rolante (fique à direita, se está sem pressa); na Itália, por exemplo, não fique pedindo catchup, maionese e mostarda para as pizzas (provavelmente, eles não terão e vão querer infartar! kkkk); como em qualquer lugar do mundo, não jogue lixo nas ruas (em alguns lugares, a punição é bem severa! E independente de punição, trata-se de educação!); não tente o jeitinho brasileiro (é comum nós brasileiros estranharmos a fiscalização, por exemplo, quanto à validação dos bilhetes de trens, ônibus e etc., afinal muito mais que fiscalizar, eles sabem muito bem o que é ou não devido); dentre outros exemplos…

Já que falei em maionese, comidas é outra pauta. Não pense que o arroz com feijão tem em todo lugar. Até pode ter, mas talvez não com tanta facilidade. Então é preciso compreender que a alimentação também muda, por vezes, para melhor (agora até como Toblerone direto! kkkkk!). Brincadeiras à parte, é bom ser mais suscetível a mudar. Caso contrário, prepare-se para gastar mais, talvez emagrecer, ou investir em outras bobagens alimentícias.

Outro fato a destacar é que a maioria das vezes, quando se muda para outro país, o imigrante, ainda que tenha uma profissão em seu país de origem, tende a provar uma nova área, afinal está começando (é necessário, em alguns casos, validação de diploma, domínio da língua, encaixar ao perfil da vaga, dentre outros fatores que o impedem de atuar na área de costume). Sendo assim, aqui há um novo challenge! E muitas vezes, que desafio! Fazer tarefas que talvez nunca pensou fazer em seu país, físico em vez de mental, por exemplo, e ainda aliado às dificuldades de comunicação e de adaptação à nova vida. Por outro lado, esse grande desafio te ensina muitas outras coisas, dentre elas como valorizar qualquer profissão (e essa valorização não é da “boca para fora”!), além de talvez descobrir uma nova habilidade e/ou profissão. Quem já vivenciou isso, sabe muito bem o que estou falando.

Morar fora é também compreender na prática a necessidade de conviver bem com o diferente. Quando digo diferente, me refiro àquele que é diferente de você seja por cultura, religião, costume, etc. Lógico que isso pode ser vivenciado em seu próprio país, mas em alguns lugares isso pode ser intensificado. Em Londres, por exemplo, significa viver com o inglês, com o brasileiro, com o árabe, com o africano, com o chinês, com o espanhol, com o branco, com o preto, com o amarelo, com o jovem, com o idoso, com o católico, com o “crente”, com o muçulmano, com o budista, com o homossexual, com o transexual, com o drogado, com o bêbado, com o calmo, com o agitado… enfim! A lista não tem fim! Respeitar é a palavra chave. Por vezes, será até aquele momento de dividir uma casa com pessoas desconhecidas, de outras nacionalidades, de outras culturas e costumes.

Outra coisa, talvez um tanto particular, mas que para mim foi e é intenso, é a evolução espiritual! Sempre acreditei em Deus, que estava no controle de todas as coisas. E estava, está e sei que continuará estando. Para mim, compreender que Deus faz acontecer e Ele cuida de tudo tem sido um dos meus alicerces para continuar. E como fica mais fácil seguir a caminhada com Ele. Sou super grata a Deus por tudo o que Ele é e faz!

Ser imigrante pode ser uma experiência para ampliar horizontes… Amadurecer… Além das várias dores de barriga, micos e trapalhadas (como fazer gestos indevidos no novo lugar em que vive; explicar com palavras soltas, de várias formas, de modo a alcançar o que quer; falar, to speak, hablar, parlare kkkkk!)… É! É o ter que se virar. Ou cresce, ou cresce.

Ser imigrante é também valorizar o que sua terrinha tem, saudar aquilo que agora não te pertence mais (temporário ou não).

Ser imigrante é também ver na prática o que tanto falaram sobre o lugar X ou Y que você tanto ouviu, com visões positivas ou não, mas que agora você se torna capaz de mensurar e descrever melhor, afinal você vivencia, não apenas deslumbra!

Ser imigrante é não ser apenas turista.

Para mim, tem sido uma das experiências mais ousadas da minha vida, com n obstáculos, apesar de alguns dizerem “Nem vem com essa! Você mora na Europa!”, “Nossa! Você está no céu!”, “Não reclame, porque estamos bem piores!”, dentre tantas outras. Para mim, a vida de imigrante não é um mar de rosas como alguns pensam, nem de espinhos com alguns reclamam! Para mim, é um mar de aprendizado, em que alguns aceitam adentrar e alguns conseguem superar com apreço. Eu estou tentando e seguindo aprendendo (desculpem meus gerúndios… rs).

E você? Já foi imigrante alguma vez? Como foi sua experiência?

E você que não foi, pretende?

Aqui foi apenas a minha visão. Conte-me sobre você.