“De nada adianta ser consciente que o mundo vai mal e não fazer nada.”

VOCÊ CONCORDA COM ISSO?

Hoje, quero falar com vocês sobre desigualdade social, algo que atinge a Inglaterra, atinge o Brasil e atinge o mundo! Infelizmente…

Te convido a refletir e dialogar comigo. Somos pessoas, somos sociedade e nosso papel no mundão é fundamental!

A desigualdade social é um problema social presente em todos os países do mundo. Acontece no Brasil, acontece na Inglaterra, acontece em todo lugar, infelizmente. Decorre, principalmente, da má distribuição de renda e da falta de investimento na área social, como educação e saúde.

Uma reportagem da Financial Times de março de 2020, apontou que a desigualdade de renda no Reino Unido aumentou à medida que um congelamento nos benefícios atingiu as famílias mais pobres e resultou na queda de suas rendas por dois anos consecutivos. A renda das famílias mais pobres caiu 4,3% ao ano.

A recente queda na renda das famílias mais pobres em UK reflete o congelamento de certos benefícios para a idade ativa, como auxílio-renda e abono de família, que estão estagnados nos níveis de 2016, de acordo com o ONS (Office for National Statistics).

Já no Brasil, entre 2014 e 2018, a renda dos 5% mais pobres no Brasil caiu 39%. Nesse mesmo período, o país registrou um aumento de 67% na população que vive na extrema pobreza, segundo o levantamento da FGV (Fundação Getúlio Vargas).

O nível de desigualdade varia muito em todo o mundo. As economias emergentes são mais desiguais do que as dos países ricos. A forma mais conhecida de medir a desigualdade é o coeficiente de Gini, que varia de 0% nos casos de igualdade perfeita a 100% na distribuição mais desigual.

E aí você pode estar se perguntando: “O que eu tenho a ver com isso?” ou“Como podemos mudar isso?” Qual pergunta fazer é uma escolha e diz muito sobre você e quem você é nessa sociedade!

Optando por responder: Como podemos mudar isso?, fica aqui algumas sugestões:

1) Vivendo em uma democracia, seu voto faz toda a diferença. Portanto, vote consciente e + do que isso, cobre seus gestores, proteste, questione-os.

2) Ajude aqueles que precisam. Há várias formas de contribuir. Divida aquilo que você tem e sabe.

3) Apoie o trabalho das ONGs e demais instituições éticas. Há muita gente precisando e muita gente disposta a gerar + oportunidades e promover + igualdade neste mundão.

4) Se empregador, gere empregos com rendimentos justos e empregue promovendo essa igualdade social: racial, de gênero e por aí vai!

Será que estamos fazendo a diferença???

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CompartilhARES: Música, evangelho e sociedade com Zé Bruno – LIVE disponível no YouTube e Spotify

No dia 27 de Junho de 2020, tive o prazer de entrevistar esse cara da hora, de uma banda muito da hora e que ainda ensinou muita coisa legal nessa live!

Muito obrigada, Zé, por aceitar o convite!

Que Deus continue te abençoando!

Perguntas da live:

06:09 Atender ao mercado ou manter a identidade?

10:35 Profano e Santo. Há essa divisão, principalmente, dentro da música?

18:15 “Eu quero ser um cão”, “Em prol do seu nariz”, do mais recente CD, “Em nome de quem” e “Eles precisam saber”, músicas do CD Este Lado para cima, são minhas preferidas. Sobre essas músicas, qual é o contexto de composição?

21:41 Livro: O contrabandista de Deus – Irmão André

22:00 Vídeo: Irmão André – Portas Abertas – 50 anos dos Direitos Humanos https://www.youtube.com/watch?time_co…

35:10 Qual é o papel da igreja na sociedade? Onde está a igreja na sociedade? A sociedade para a igreja ou a igreja para a sociedade?

41:00 Música: Those crazy Christians (Brad Paisley) https://www.youtube.com/watch?v=ljMJT…

53:06 Onde está Deus diante do mal e das atitudes más das pessoas?

Perguntas dos ouvintes:

30:10 Realmente, é mais fácil encontrar pacificadores fora da igreja do que dentro dela?

42:27 Se não há autoridade que não venha de Deus, como pode um líder de igreja não ser realmente “de Deus”? (Crítica quanto à interpretação errônea da tal autoridade dada por Deus: Romanos 13) …

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Mérito de quem?

Está em alta o uso da palavra meritocracia, afinal muitos querem uma sociedade de vencedores, vencedores por mérito próprio, típico de “um filho teu não foge à luta”. Realmente, é muito bom lutar por algo e alcançar, mas isso não condiz com “quem não vence é porque não lutou”.

Hoje, principalmente, na sociedade brasileira, destaca-se uma nova classe social: a do “novo rico”, isto é, aquele que ascendeu da pobreza para a classe média – só não entendo porque “média” se literalmente não está no “meio” quando pensamos em riquezas, privilégios e oportunidades.

Tanto essa nova classe, quando a do “rico que ficou ainda mais rico” tendem a defender a tal da meritocracia. E até compreendo, afinal eles “venceram” e querem valorizar suas vitórias defronte os “derrotados”.

Vale lembrar, porém, que muito além de mérito, devemos pensar que quanto mais vencedores, melhor será e que essa “superioridade” de uns ampliada pela “inferioridade” de outros é, por muitas vezes, consequência de oportunidades um dia recebidas, ou pelos famosos QIs (“quem indica”), ou pelo bolsa “papai e mamãe”, ou, mais além, pela presença do básico para viver: comida na mesa, um representante “espelho” na família (aquele suporte… alguns vem com kit completo, leia-se “família completa”), moradia adequada (que tal com acabamento, ou pelo menos um chãozinho cimentado e com teto?)…

Enfim, você sabe do que estou falando. Como afirmou Spartakus Santiago, “não existe meritocracia sem igualdade de privilégios”. Mas e então… todos possuem os mesmos privilégios? Aproveito para sugerir que você assista a um dos vídeos dele sobre o assunto: “Joaquim Barbosa e a meritocracia” (disponível em: https://youtu.be/PZwJFUwPYxQ).

Na mesma linha de raciocínio, Renato Meirelles em uma entrevista à TV Brasil (disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=t6uzxa-O2Fo) afirma: “só existe meritocracia com igualdade de oportunidades”. Agora como exigir méritos de quem mal tem oportunidade? Todos largam do mesmo ponto de partida? (Veja também: https://www.youtube.com/watch?v=FqQOvHbpArk).

A juíza de Direito do Estado do Paraná, Fernanda Orsomarzo, explica a meritocracia, associando-a inicialmente à falsa ideia que todo sucesso de uma pessoa depende de si próprio. Para ela, o conceito de meritocracia está desvirtuado, ligado a uma ideia de extrema competitividade. Mas e os direitos? Onde estão? São os mesmos para todos? A seguir, destaco a análise da juíza. (Assista: https://www.youtube.com/watch?v=FqQOvHbpArk)

De maneira simples, em seu quadrinho intitulado “On a plate” (em português, “De bandeja”), o ilustrador australiano Toby Morris apresenta uma crítica ao conceito de meritocracia. A seguir, a tradução livre feita pela Catavento.

meritocracia 1meritocracia 2meritocracia 3meritocracia 4Fonte: https://www.revistaforum.com.br/quadrinho-desconstroi-o-conceito-de-meritocracia/

 

Pensar que as pessoas são diferentes, em contextos diferentes, alguns com mais privilégios, outros sem, pode facilitar…

Sugiro ampliarmos oportunidades de crescimento ao invés de apenas exigirmos méritos. Oportunizar, conceder direitos, pode ser um bom caminho ao invés de julgar e se impor.

 

Formação Acadêmica, ok! E as ações de ser humano?

Acessando as redes sociais, me deparei com o Tweet da Fernanda @qissofernanda (abaixo), que coincidiu com a temática que hoje quero aqui abordar.

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Fonte: https://twitter.com/qissofernanda/status/978611406630215681

Além da questão da linguagem, abordada pela colega, gostaria que refletíssemos a respeito das demais relações provenientes entre esses grupos.

Lembro-me de um psicólogo que para sua tese de mestrado sobre “invisibilidade pública” vestiu-se e vivenciou experiências como gari. “Fingi ser gari e vivi como um ser invisível.”, é o que disse o psicólogo social Fernando Braga da Costa.

Leia mais em: http://www.ip.usp.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=3666%3Ao-homem-torna-se-tudo-ou-nada-conforme-a-educacao-que-recebe&catid=46%3Ana-midia&Itemid=97&lang=pt.

Outros, próximos a mim, que vivenciaram experiências semelhantes, relataram a invisibilidade como algo comum. E essa invisibilidade é demonstrada no “Não bom dia!”, no olhar de desprezo e/ou superioridade, no cigarro jogado no chão e/ou no papel de bala que “voa” das mãos, desconsiderando, assim, o trabalho do outro…

Enfim, das mais diversas formas. Basta pensar…

Agora pergunto…

Diante da sua função socio-econômica, empregatícia, como você reage ao trabalhador que está do outro lado, seja “acima” ou “abaixo” de você, digo isso perante à classe já estigmatizada pela sociedade?

O que diferencia um do outro? Mérito? Oportunidades?

No seu ponto de vista, é possível estabelecer uma relação independentemente de “níveis”?

Quais são suas ações de modo que você considere as respostas aos questionamentos anteriores?

Qual é sua desculpa?

 

*************

 

Você realmente é capaz de enxergar o outro a ponto de agir pensando nele também? É empatia que fala?

 

 

“Fingi ser gari e vivi como um ser invisível.” Fernando Braga da Costa

 

 

 

Apenas observando…

Quem é você na sociedade?

 

Sem cobranças, mas com a necessidade de lutar pelo famoso “mundo melhor”, deparo-me constantemente com essa questão, buscando repensar o meu eu.

E agora te convido a pensar comigo…

É você aquele que se incomoda com a corrupção, mas que vive cortando filas, sonegando impostos, colando em provas, dando o famoso “jeitinho” para se beneficiar independente de regras?

É você aquele que insiste para que seu filho seja e tenha sempre o melhor não se importando com “como” e/ou “quems” envolvidos?

É você aquele que julga o outro pela capa e depois não quer ser julgado?

É você que…? Pense e repense.

Quem é você?

Qual é o seu legado caso agora fosse seu último suspiro?

Como você será lembrado?

Esses foram dois questionamentos que um amigo me fez e hoje passo a “batata” a vocês…

Boa sorte e boa reflexão!