Onde Deus possa me ouvir

Sabe o que eu queria agora, meu bem?
Sair, chegar lá fora e encontrar alguém
Que não me dissesse nada
Não me perguntasse nada também
Que me oferecesse um colo ou um ombro
Onde eu desaguasse todo desengano
Mas a vida anda louca
As pessoas andam tristes
Meus amigos são amigos de ninguém

Sabe o que eu mais quero agora, meu amor?
Morar no interior do meu interior
Pra entender porque se agridem
Se empurram pro abismo
Se debatem, se combatem sem saber
Meu amor, deixa eu chorar até cansar
Me leve pra qualquer lugar
Aonde Deus possa me ouvir

Minha dor, eu não consigo compreender
Eu quero algo pra beber
Me deixe aqui, pode sair
Sabe o que eu mais quero agora, meu amor?
Morar no interior do meu interior
Pra entender porque se agridem
Se empurram pro abismo
Se debatem, se combatem sem saber

Meu amor, deixa eu chorar até cansar
Me leve pra qualquer lugar
Aonde Deus possa me ouvir
Minha dor, eu não consigo compreender
Eu quero algo pra beber
Me deixe aqui, pode sair

Meu amor, deixa eu chorar até cansar
Me leve pra qualquer lugar
Aonde Deus possa me ouvir

Minha dor, eu não consigo compreender
Eu quero algo pra beber
Me deixe aqui, pode sair
Adeus

Compositores: Vanderli Catarina

Escolhi essa música, assim que vi o canto sofrido da atriz e cantora Jeniffer Nascimento em sua conta do Instagram.
Assim como vi em Jeniffer, nos últimos dias, tem sido nítido para mim o desespero, o medo e a tristeza de alguns diante da incerteza do amanhã. Tem sido, também, perceptível a decepção e angústia de alguns diante das tragédias marcadas por ideais opostos e a resistente falta de respeito com o diferente. Tem ficado claro, também, a ausência de amor e o excesso de egoísmo rondando a sociedade.

Não tem sido fácil… Essa luta não é de agora. E parece que o mal apenas tem ganhado força e o amor parece esmorecer.

Nessas horas, te convido a encontrar fôlego naqueles que também estão na luta com você… Naqueles que têm olhado além de si próprio… Naqueles que têm olhado para os lados e buscado exercer o mandamento do amor… Naqueles que continuam sendo resistência em busca de avanços e de oportunidades para todos…

Há esperança, principalmente, quando você percebe que não está só apesar de uma maioria esmagadora.

Continue lutando por aquilo que envolve um todo, contra aquilo que pode trazer dissabores ainda maiores dos já vividos enquanto pessoa individual e sociedade caso você opte por paralisar-se. Continue…

Seja a voz daqueles que estão sem voz.

Seja esperança e amor, onde o mal disfarçado (ou não) tenta sobressair.

Plante amor, colha amor. Simples lei da semeadura…

Coragem! Você não está só!

“Jamais se esqueçam que a primeira vitória da opressão é sobre a subjetividade.” (Eliane Brum em “Como resistir em tempos brutos”)

Atitudes diferentes = resultados diferentes

Há dias que não são fáceis. Dá uma “lezera”, bate um desânimo e as coisas parecem não saírem do lugar… estão estáticas. Paradas. Na mesma.

Por vezes, essa impressão que temos pode ser um reflexo dos nossos atos. Ou, talvez, até da ausência deles. Parafraseando Einstein, é a tal da insanidade de querer resultados diferentes quando as atitudes ainda são iguais.

A lista parece não ter fim…

É o querer um emprego melhor, mas não melhorar currículo ou simplesmente enviá-lo…

É o querer adquirir um novo idioma, passar em um concurso público, OAB, vestibular etc., mas não manter um ritmo de estudos… pelo contrário… mais fácil continuar nas redes sociais, assistir horas de séries ou qualquer outro programa que desvio do foco…

É o querer superar a conta no vermelho, mas não parar de torrar o cartão de crédito com futilidades e/ou ter consciência e registro dos gastos…

É o querer emagrecer, ficar saradão, sentir-se saudável, mas continuar comendo como um bode tudo o que vê pela frente e ainda não praticar uma “atividadezinha” física…

É o querer que as pessoas evoluam, mas o seu próprio eu poder seguir na mesma…

É o reclamar e o não agir… é o querer e o não fazer… é o querer que caia do céu sem mover uma palha.

Mudar as atitudes para obter resultados diferentes é uma decisão diária. Não é fácil praticar isso, mas é plenamente possível. Quem sabe, não se torna um hábito?!

Nem sempre a mudança dos resultados será repentina, veloz como deseja… Mas é natural que aconteça. A lei da ação e da reação de Newton também pode se encaixar perfeitamente aqui.

Óbvio que há casos e casos. Há àqueles que não tem muito o que escolher, diante de um sistema desigual, que não promove oportunidades de fazer de modo diferente (este foco, deixarei para outra discussão).

Meu foco, hoje, é convidá-lo(a) a não eliminar o pensar em você, em suas desculpas, em suas atitudes ou falta delas…

O tal do plantar e colher, preceito Bíblico, também condiz muito com isso que estou falando e que você adora lembrar, principalmente, quando vai apontar o dedo perante às atitudes do outro, esquecendo-se que este princípio é para você mesmo (dica: falando em Bíblia, pensar que as ordens e os conselhos são para você e não para a vítima da sua fofoca e/ou do seu olhar julgador, pode ser útil também).

Procure agir e pensar diferente. Não se envergonhe de mudar atitudes, pensamentos, crenças, hábitos… Todos temos como evoluir, seja para o bem geral, dentro de uma sociedade, seja, principalmente, para o seu próprio bem, de modo que os resultados sejam diversos do que até agora tem observado.

Deixemos a síndrome Gabriela ir embora…

Uma ótima semana!