CompartilhARES: Violência doméstica e familiar contra a mulher

Próximo sábado, às 19h do Brasil 🇧🇷, falarei com Carlos de Sá @carlosdesa10, psicólogo, que tem atuado em Tocantins, principalmente no atendimento a mulheres. O papo será sobre uma temática infelizmente bastante comum ainda na sociedade atual.



Participem com a gente!

A live será transmitida pelo meu Instagram instagram.com/karencampanaa.

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Ana Paula Rasaboni: “porque arriscar faz bem!”

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Da série Pessoas que inspiram…

Nascida na pequena Borrazópolis, Paraná, cidade de 8.000 habitantes, em 19/02/1991, filha de pais separados, Ana Paula Rasaboni foi criada por 3 mulheres: 2 deficientes e 1 idosa: “Eu tive uma base familiar que foi muito importante para minha formação. Fui criada por 3 mulheres, sendo 2 deficientes e 1 idosa. Para mim, elas são referência de superação e dedicação. Eu não me permito lamentar de qualquer coisa… eu não me permito dizer que não posso, porque eu vi que é possível sim. O negócio é o preço. Quase ninguém quer pagar o preço! E é caro, viu! [risos]”. Além dessas 3 mulheres, Ana Paula, que afirma não ser religiosa, mas uma mulher de fé, declara: “Minha inspiração, além delas, é ser generosa como Jesus, amar como Jesus, cuidar como Jesus cuidou e respeitar a todos. […] Se você parar para pensar em Jesus (e não na sua igreja), você verá que Jesus era/é um cara legal. Dele não emanava julgamento, somente perdão e amor. Já parou pra pensar se quem se diz religioso seguisse o exemplo de Jesus? Já parou pra pensar nisso? Isso é muito sério.”.

Ana Paula conta que sempre foi muito incentivada a estudar e a correr atrás de seus sonhos. Com seus 18 anos, vivenciando a fase das indecisões, bastante característica dos jovens nessa fase, Ana precisou escolher entre uma bolsa de estudos em Publicidade e Propaganda, assumir a vaga em Tecnologia do Meio Ambiente na Universidade Estadual de Maringá (UEM), onde passou em 5º lugar, e a vaga no curso de Licenciatura em Letras na Universidade Estadual de Londrina (UEL). Cursos bastante distintos, como podem perceber.

Foi quando, após optar por Letras, Rasaboni mudou-se para Londrina, onde concluiu sua formação acadêmica. Ainda, após concluir a universidade, ela resolveu fazer um novo curso em uma outra área, tornando-se corretora de imóveis, área que ela se diz apaixonada, já que concilia a comunicação e as vendas.

Atualmente, Ana Paula trabalha como corretora de imóveis com a prospecção de clientes para captação de imóveis e mediação das negociações que surgem através da divulgação que ela mesma faz e/ou por indicação de outros clientes.

Apaixonada por gente e por lugares, Ana Paula Rasaboni é uma mulher comunicativa, sociável e aventureira: “Eu sou apaixonada por gente e amo conhecer lugares. Mas as pessoas, ah! As pessoas! Gosto de ouvir os mais diversos pontos de vista e penso: ‘Caramba! Quantos pensamentos diferentes do meu! Uns eu abomino, outros discordo, alguns eu ignoro, mas todos, absolutamente todos me ensinam. Minha paixão por pessoas começou quando eu percebi que era melhor aprender com os erros do outros do que errando eu mesma. A sabedoria ao agir, falar e pensar me previnem de muitas situações desagradáveis. Acredito que isso faz eu ampliar o significado de empatia, faz eu querer ser mais justa mesmo quando eu não posso me favorecer. […] Quando a gente conhece as pessoas, conversa com elas, as escuta, a gente percebe que tem muito do outro na gente e que existe outros além da gente”.

Ela conta que uma das grandes barreiras que enfrentou foi quanto à autoestima: “Eu tive todos os apelidos de magra do mundo, não praticava bem nenhum esporte e já fui eleita a mais feia da sala, talvez por não seguir o padrão pregado pela sociedade. A minha inteligência e bom humor me livraram de toda e qualquer desistência e/ou depressão. Ah! E claro, minha fé em Deus!” – conta Ana Paula.

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Como mencionado anteriormente, Rasaboni ama estar envolvida com pessoas e suas respectivas histórias de vida. Diante disso, ela se dispôs a participar de um projeto social com idosos em um salão cedido por um centro espírita, onde tenta levar a alegria a eles através de várias atividades recreativas todas às terças-feiras.

Veja aqui uma das atividades no asilo

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Inclusive, recentemente, Ana esteve na Colômbia por 50 dias para um trabalho voluntário em um asilo com mais de 200 pessoas com as mais variadas debilidades. Ela conta ter sido uma experiência inesquecível e de muito aprendizado, tanto pelo convívio com os idosos, quanto pela aprendizagem de uma nova língua e, também, quanto pelo “aperto” financeiro que vivenciou.

Rasaboni, que veio de cidade pequena, “menina” bem do interior, foi aos poucos procurando novos horizontes. Primeiro, Londrina, onde fez uma faculdade, e, hoje, vive na Bahia: “Tudo há um preço a ser pago! […] Eu, por exemplo, mudei-me para a Bahia com 2 malas, nada mais. Sem amigos, sem casa, sem emprego. Eu e 2 malas. Não precisei, mas vim disposta a trabalhar em mercado, hotel, bares. Esse tipo de disposição poucos tem. […] Já trabalhei com recriação infantil, vendi bolo na faculdade, trabalhei de garçonete… Por várias vezes dividi a marmita em 2 ou 3 refeições, deixei de comer pizza e tomar sorvete, porque não tinha dinheiro. Mas eu faria tudo novamente, porque foram fases que me trouxeram muito mais do que aparentava ter sido tirado. É preciso disposição e coragem para isso… Que tal comer miojo por 3 dias? Trabalhar das 8 às 3 da manhã do outro dia? Concordo que é “pesado’, mas sei lá! Faço de tudo para ficar melhor ou mais feliz do que a situação que me encontro, se esta me incomoda, é claro! Vale a pena! Mas há um preço e muitas vezes não tem como prever qual será. As pessoas querem o previsível… Não querem surpresas, não querem passar por um momento ruim, diferente…. se acostumam com o ruim que estão vivendo e reclamar dele está ótimo, porque dá para comprar, por exemplo, o perfume caro ou a roupa de marca que tanto querem”, expõe Ana.

Ana Paula gosta de lembrar um pensamento de Bukowski, um escritor (até tatuou tal frase!): “Eu escolhi fazer as coisas, não foram elas que me escolheram.”. Para ela, essa frase diz exatamente quem ela se define: “Sempre, desde criança, fiz o que “quis” e paguei todos os preços” – afirma Ana. Mas como para tudo há um preço, como ela mesmo citou, e por ser uma menina de fé, ela tem para quem pedir socorro: “No meu desespero, eu clamei e Deus ouviu a minha voz”, declara.

Arriscar, sorrir e ajudar o próximo são ações que movem Ana Paula Rasaboni. Para alguns, pode ser loucura, mas ela tem tentado rumos diferentes, adquirido novos conhecimentos e se relacionado com muitas pessoas: “Muitos dizem que inspiro pela minha alegria, em estar sempre disposta a ajudar e por ser corajosa. Eu compreendo que posso inspirar literalmente porque costumo impulsionar as pessoas que comigo convivem. Me orgulho de lembrar de um colega, que comigo trabalhava em um escritório de advocacia. Ele era ex-porteiro e estava tendo sua primeira oportunidade em um escritório. Devido a falta de prática e até por não acreditar em si próprio, ele era um tanto lento. Até que um dia, o puxei em um cantinho, e dei-lhe um puxão de orelha, um “sacode”. Disse a ele assim: ‘ou você se dedica e decide que é isso que você quer, a ponto de mudar de vida, prosperar e usar aquilo que você estudou, ou você vai voltar para portaria do prédio!’. Importante: Nada contra a quem é porteiro, mas ele não gostava dessa profissão e estava tendo uma nova oportunidade… porém estava a deixando escapar por não acordar. Sei que fui um tanto dura, mas penso que tenha sido necessário e, a partir daquele dia, ele mudou totalmente. Hoje, ele é gerente desse escritório, com mais de 40 colaboradores, e isso me enche de orgulho! É notável a reviravolta”, conta Ana.

A vida de Ana não foi só flores. Ela passou por alguns problemas em seus relacionamentos familiares e amorosos, até com denúncia à polícia de um ex-namorado, além das dificuldades financeiras. Mas em todo tempo, ela manteve-se firme, em busca de seus sonhos, buscando amadurecer e crescer. Ela continua tentando. Feliz. Seguindo…

Ana é a dita louca. É mulher aventureira e de fé e está sempre prezando pelo bem do seu próximo. Da mesma forma que para alguns isso assusta, ela inspira.

Ana, que sua loucura e bom coração continuem invadindo o mundo!

E aí? Quem te inspira?

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Para contatar a Ana Paula Rasaboni, envie um e-mail para: razzaboni@hotmail.com.

Roberta Peixoto: empreendedora, competente e grata a Deus

Captura de Tela 2018-08-10 às 15.02.01Nascida em Londrina, Paraná, 35 anos, em 19/04/1983, Roberta Peixoto, é educadora, micropigmentadora e maquiadora. Proprietária, também, de uma Escola de Micropigmentação e Maquiagem, a Roberta Peixoto Academy, Roberta ensina várias técnicas dessas áreas para alunos do mundo todo: “Na micropigmentação eu ensino a parte facial (olhos, sobrancelhas e lábios), além da paramédica, que inclui reconstrução de auréola, correção de cicatrizes, estrias e vitiligo, enfim, problemas ligados à coloração de pele. Ah! Trabalho também com correção de trabalhos errados. Por exemplo, se uma pessoa faz uma micropigmentação com outro profissional e não fica bom, eu faço uma camuflagem nessas áreas erradas”. Atualmente, a escola também oferece cursos de maquiagem, ministrados pela professora Milene.

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Fonte: https://robertapeixoto.com.br/sobre-a-roberta-peixoto/

Roberta relembra que iniciou na área de maquiagem há 20 anos, sendo sua profissão mais antiga, enquanto que a paramédica, começou há 10 anos. A seguir algumas imagens de seus trabalhos:

 

Analisando sua trajetória, como sozinha “uma andorinha não faz verão”, Roberta brinca dizendo que ela é a artista, coração de manteiga, enquanto o marido de Roberta é o braço direito, responsável por toda a parte administrativa da empresa e da loja e plataforma de cursos online: “Ele é o cabeça e eu só faço arte! (risos)”.

Além dele e de toda a equipe de profissionais da área estética, Roberta também destaca sua outra equipe fantástica, a de comunicação: um editor, um programador, uma roteirista e jornalista, um responsável por toda a comunicação visual, outro responsável pelos vídeos, uma profissional responsável pelo áudio. “São vários profissionais voltados à área de comunicação visual, redes sociais, dashboard… “. Essa é uma das estratégias de Roberta a fim de acelerar seus objetivos.

Peixoto sempre se viu como uma pessoa empreendedora, com vontade de crescer, “ambiciosa, mas não gananciosa”, como ela mesma afirma, mas sempre de forma gradual. Além disso, é uma mulher muito temente e grata a Deus: “Sempre com Deus à frente. Em todas as etapas da minha vida, sempre orei muito e coloquei diante de Deus tudo! Até por isso, creio que todas as situações deram certo em minha vida! Claro que passamos por erros, mas os acertos foram em maior número!”.

Ao mencionar a tal da zona de conforto, Roberta enfatiza que há um estado de neutralidade, em que você não arrisca e apenas “patina”, sem sair do lugar: “Eu cheguei em um ponto em que não tinha mais para onde crescer. Eu tinha sim para onde crescer, porém em outro lugar, não onde eu estava. Foi aí que eu comecei mudar minha forma de trabalho, administrando muito melhor meus horários. Aumentei meu valor, pois compreendi que era necessário me valorizar enquanto profissional. Mais do que tempo gasto no atendimento, são anos de estudos, investimento em material e no espaço. Enfim… fiz uma troca, ampliando a qualidade do meu trabalho e meus horizontes”.

Roberta já recebeu várias condecorações em palestras que ministrou. Ensinar, compartilhar conhecimento e trocar experiência são as paixões de Peixoto. Inclusive, ela ainda tem o sonho de abrir uma Escola de Micropigmentação nos Estados Unidos. Além desse sonho, Roberta Peixoto ainda pretende ter uma linha de micropigmentação que leva sua marca.

Roberta conta que já vivenciou várias situações marcantes na vida e destaca uma delas, em especial: “Recentemente, desde Novembro do 2017, eu iniciei os procedimentos de paramédica, com a reconstrução de auréolas. De todos os trabalhos que realizo, sem dúvida nenhuma, a paramédica é o que me traz satisfação pessoal! É imensurável o valor de poder ver um sorriso de uma cliente que teve sua autoestima restaurada. É muito difícil para a mulher se ver sem a auréola, com cicatrizes… E uma vez que eu posso “devolver” isso, é um momento único, que tem efeito imediato, ainda mais logo após o procedimento, que ela já pode se olhar no espelho! Uma cliente me disse, uma vez: “Posso passar o dedo? Ficou mais bonita que a minha natural!”. Apesar de não ter mais o bico, nós criamos sob uma técnica em efeito 3D, parecendo que a pessoa o tem novamente”.

Compreendendo seu trabalho até como um ministério, ela afirma: “Claro que há custos para tais procedimentos… Mas procuro sempre ajudar minhas clientes. Muitas delas vão ao meu ateliê desanimadas, depressivas, com baixa autoestima… O fato de eu conseguir devolver um pouco de alegria para essas pessoas eu vejo como um ministério. Ajudando e ainda ganhando por isso não tem coisa melhor!”

Quando perguntei a Roberta o porquê dela ser uma pessoa que inspira, ela foi bem pontual: “É difícil responder tal questionamento, afinal pode parecer presunçoso da minha parte… Mas, talvez, porque eu seja muito apaixonada pelo o que eu faço. O maior segredo das pessoas se inspirarem em mim é porque realmente eu mostro amor em tudo o que eu faço. Eu faço, claro, porque nós precisamos pagar contas, dependemos do dinheiro, mas muito mais do que isso, é meu amor pela minha profissão. Então eu faço tudo com muita dedicação, com muito carinho e, especialmente, nessa área de atuação, não posso cometer erros! É claro que acontecem, afinal não sou uma máquina, mas eu procuro fazer com todo esmero possível. E, acima de tudo, eu sei quem me capacita: Deus!”.

Além de inspirar, Peixoto também se inspira em vários profissionais da área de micropigmentação e maquiadores de todo o mundo: “[…] através dos trabalhos de cada um, eu consigo coletar alguns detalhes, que me auxiliam a criar minha identidade de trabalho”.

Roberta é 100% apaixonada e comprometida com a profissão dela: “Não há um só dia que eu não acorde feliz para sair para trabalhar!” – destaca Peixoto. – “Sou extremamente realista, tenho meu pé no chão! Sei que se estou onde estou é, em primeiro lugar, por Deus, porque Ele que me dá o talento, me capacita, me permite ter novas criatividades, Ele quem me dá o fôlego de vida!”. Ela ainda afirma ser muito humilde, esforçada e persistente: “Apesar de parecer que eu não sou, até porque eu quem estou falando (risos), sou muito humilde. Sei reconhecer minhas limitações, as situações novas a mim impostas, estou sempre disposta a querer aprender, porque aprender demais nunca é demais! […] Sou uma esponja! Estou aqui para absorver o máximo de informações, é claro, sempre positivas! Sou também muito esforçada. Nada na minha vida foi fácil, pelo contrário! Tenho minhas limitações! Por exemplo, nunca soube desenhar e hoje desenho. Tudo o que eu começo eu finalizo. Não desisto. Vontade de desistir até dá! Mas continuo!”.

Por falar em dificuldades, há aproximadamente quatro anos atrás, Roberta enfrentou um grande desafio relacionado à saúde, principalmente, considerando sua profissão: “Desenvolvi uma dor insuportável nos braços e nos ombros, tendo problemas com a cervical, em razão de anos de profissão, principalmente, como maquiadora. Cheguei ao ponto de nem conseguir lavar a cabeça, fechar o sutiã… Dependia muito da minha mãe! Estava até sem vontade de viver, de tão aguda que era a dor que me impedia de trabalhar e viver naturalmente. Coloquei diante de Deus e durante 8 meses segui com tratamento com fisioterapeuta.”. Atualmente, Roberta, agora super saudável, mantém um ritmo de atividades físicas e sob acompanhamento especializado e compreende o porquê de ter vivenciado isso: “Aprendi, nesse tempo, que naquela época eu não tinha tempo para mim! Era, então, necessário aprender a administrar melhor meus horários, em prol de maior qualidade de vida!”.

Mulher persistente, Roberta destaca abominar o famoso “jeitinho brasileiro”, que tanto nos dá fama pelo mundo, mas, por outro lado, enaltece o brasileiro que é correto (de verdade), destacando-o como altamente perseverante: “para o brasileiro, nada é fácil! Infelizmente, vivemos em país corrupto e sem muitas perspectivas, ao meu ver!”. Analisando ainda a sociedade no mundo, de modo geral, Roberta aponta: “Constantemente, lidamos com valores invertidos… com seres humanos egoístas, que passam por cima dos outros… em que mentir não é problema! Como cristã, eu nado contra a maré, na contramão do mundo! Tenho muito temor a Deus!”.

Para provocar mudanças nos rumos dessa sociedade um tanto desordenada e problemática em que vivemos, Roberta levanta a seguinte bandeira: Doar amor, prestar atenção quanto ao próximo, é ter paciência com as pessoas, ouvir mais os outros, ceder mais, perdoar mais! Para ela, assim, o mundo seria outro: “É preciso buscar fazer o bem ao próximo!”.

Roberta enfatiza que é necessário descobrir o que ama fazer, aquilo que você se identifica, que faz com amor, em que há entrega: “Se você fizer isso, é possível progredir e ajudar quem está ao seu redor!”.

 

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Para maiores informações quanto ao trabalho da Roberta, entre em contato pelas seguintes redes sociais:

Site: https://robertapeixoto.com.br/

Fone: +55 (43) 3334-3334

E-mail: contato@robertapeixoto.com.br

 

 

 

 

ATENÇÃO, MULHERADA! Como reconhecer um relacionamento abusivo?

Há menos de 1 mês, escrevi um texto sobre violência contra a mulher (clique aqui para lê-lo), mencionando, inclusive, manchetes dos últimos 30 dias da data da publicação. E, hoje, ainda percebo que os números não param de crescer e, mais além, são poucas as pessoas que se sensibilizam com tais fatos.

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Selecionei mais algumas manchetes dos últimos 15 dias. Veja! São outras notícias, sem contar aquelas noticiadas nos Jornais “Pinga-Sangue” regionais e aquelas que não são denunciadas e/ou divulgadas.

Resolvi, então, listar alguns alertas quanto a atitudes de possíveis homens cruéis em relacionamentos abusivos. Minha preocupação maior, além de todas as mulheres, é, especialmente, com as meninas adolescentes e jovens que estão começando seus relacionamentos e, por muitas vezes, ainda confundem amor, ciúmes, paixão com relacionamento abusivo, que poderá desencadear em vários tipos de agressões e que, quem sabe, venham a ampliar os índices de casos fatais.

Com a garganta trancada, não quero ver minhas familiares, amigas, alunas e demais mulheres que conheço vivenciando qualquer situação dessas…

Fuja de relacionamentos em que:

  1. Ele não respeita sua privacidade, seja no mundo real, seja no mundo das redes sociais (exigindo acesso a senhas, por exemplo… controlando suas ligações e mensagens, etc.).
  2. Ele é controlador. Não para de te ligar e/ou mandar mensagens querendo saber onde você está e o que está fazendo. Ai se não responder! Já é motivo para desconfiança e brigas.
  3. Ele é controlador também com suas roupas. Nada de decotes, nada de roupas curtas, nada de vestir-se como você quer, mas sim como ele quer.
  4. Ele te isola socialmente, não aceitando seus amigos, seus familiares, exigindo distância deles, simplesmente porque afirma não gostar deles. Novamente, ele é controlador.
  5. Em casos de separação, independente do motivo, ele ameaça cometer suicídio ou qualquer outra besteira que envolva sua vida ou a dele próprio, caso você não o aceite de volta. Caia fora! Ele não aceitar a rejeição não é culpa sua!
  6. Ele é insistente, por dizer te amar demais, e não te dá espaço quando precisa, seja numa discussão, seja em um possível término.
  7. Ele também controla seu dinheiro. Se ele fala muitas vezes disso, cuidado! Isso é só mais uma característica daquele mesmo controlador. Não confunda uma negociação entre casais por gastos exacerbados com o controle total por ser só mais uma característica do “seu dono”.
  8. Ele oculta ou destrói seus bens e objetos.
  9. Ele não deixa você trabalhar. Se você quer trabalhar, qual o problema com isso?
  10. Ele já segurou seu braço com força. Pode parar! Isso é apenas o começo para futuras agressões físicas.
  11. Ele te agride fisicamente (empurra, chuta, amarra, violenta, bate…). Por mais que ele afirme na reconciliação que nunca mais fará isso, sinto em lhe dizer: é mentira! Não caia nessa!
  12. Ele te desmoraliza, diminui sua autoestima. Está toda hora insatisfeito com o seu jeito. Todos temos defeitos, mas são só defeitos? Que amor é esse?
  13. Ele te dá apelidos humilhantes e/ou que você não gosta. Ainda que peça para parar, ele continua? Ele tem problema!
  14. Ele te obriga a fazer todos os serviços domésticos e ainda proíbe a contratação de um profissional da limpeza, ele provavelmente ainda não entendeu que tarefas da casa são dos moradores da casa, os que fazem a “porqueira”, portanto de todos!
  15. Ele te difama, te calunia. Isso é agressão moral!
  16. Ele te pressiona a fazer sexo, exige fazer práticas que você não deseja e/ou, ainda, não quer que use métodos contraceptivos. Caia fora!
  17. Ele é ciumento, possessivo. Você não é um objeto para ser posse dele. Que amor é esse que te trata como uma coisa?

A chave para um relacionamento saudável é formada por AMOR, COMPANHEIRISMO, DIÁLOGO e RESPEITO. Se 1 desses itens está faltando e ainda há alguma pitada dos alertas mencionados anteriormente, atente-se, fuja dessa relação e denuncie.

A você que pode ser um ombro amigo para alguém nessa situação, seja um ombro amigo mesmo! Aquele que mete a colher sim! Encoraje a pessoa que sofre desses abusos a denunciar, a pedir socorro, a sair dessa e também denuncie!

 

O Supremo Tribunal Federal decidiu, em 2012, que qualquer pessoa, além da vítima de violência, pode registrar ocorrência contra o agressor: “As denúncias podem ser feitas nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) ou através do Disque 180” (SENADO, 2018).

Não continue fingindo que nada sabe ou não querendo meter a colher em briga de marido e mulher!

Esse problema já é social e a sociedade precisa se mobilizar!

 

Violência contra a mulher: até quando?

O bem que se pensa e reside na omissão causa muitos estragos e remorsos por permitirem que o mal prolifere sem freio em suas ações.

Monicka Christi

Um problema de esfera grandiosa, a violência contra a mulher parece não ter fim. Tal violência atinge mulheres de todas as classes sociais, etnias e de todas as regiões do Brasil, conforme aponta o site do Senado Federal. Este fenômeno estrutural deve ser compreendido como responsabilidade de toda a sociedade e não como algo de ordem privada, individual, justificando-se, por exemplo, “em briga de marido e mulher não se mete a colher”. Veja o porquê.

Os números relacionados à violência contra as mulheres ainda são altíssimos, apesar de hoje, no Brasil, contarmos com a Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) “considerada pela ONU uma das três leis mais avançadas de enfrentamento à violência contra as mulheres do mundo. A Lei Maria da Penha apresenta mais duas formas de violência – moral e patrimonial -, que, somadas às violências física, sexual e psicológica, totalizam as cinco formas de violência doméstica e familiar, conforme definidas em seu Artigo 7°.” (SENADO, 2018).

Segundo a Convenção de Belém do Pará, Capítulo I, Artigo 1°, a violência contra a mulher pode ser “qualquer ato ou conduta baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública como na esfera privada”.

Exatamente, hoje, se você acessar o site da Rede Globo, por exemplo, notará no TOP 5 das notícias gerais 2 posts sobre possíveis situações relacionadas à violência contra a mulher.

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Fonte: www.globo.com

Tão pior quanto tais situações, é ouvir as pessoas fazendo questionamentos e afirmações como: “Mas, também, olha o que ela fez?” ou “Ela o traiu!” ou “Foi um acidente.” ou “Ah! Mas essa é apenas uma versão!”, ou “Quem manda ela aceitar tal condição?”, ou “Apanha porque quer!” dentre tantas outras perguntas e comentários um tanto ousados e descabidos, sem olhar a profundeza das coisas, sem perceber que há um abalo psicológico por trás, ou medo, ou falta de informação, dentre outros fatores que também interferem e que, por muitas vezes, a vítima sozinha não sabe como sair dessa. Portanto apoio dos próximos e da sociedade, de modo geral, pode sim fazer a diferença!

Como explicar as manchetes a seguir? Detalhe. São manchetes de notícias dos últimos 30 dias. Sim! Apenas dos últimos 30 dias. Sem contar as não noticiadas, não registradas, não denunciadas, as que não tiveram como fim a morte, dentre outros.

 

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O Supremo Tribunal Federal decidiu, em 2012, que qualquer pessoa, além da vítima de violência, pode registrar ocorrência contra o agressor: “As denúncias podem ser feitas nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) ou através do Disque 180” (SENADO, 2018).

Em 2015, a Lei 13.104 (Lei nº 13.104, de 2015) alterou o Código Penal, de modo a prever o feminicídio como circunstância qualificadora do crime de homicídio “e inclui o feminicídio no rol dos crimes hediondos. O feminicídio, então, passa a ser entendido como homicídio qualificado contra as mulheres “por razões da condição de sexo feminino”” (SENADO, 2018).

Desse modo, caro leitor, o que hoje quero chamar a sua atenção é para que não se omita, não acoberte, ajude e denuncie!

Acompanhe alguns testes de reações das pessoas perante simulações de violência:

 

Chega de acobertar seus entes “queridos”, seus familiares e amigos!

Chega de “esconder debaixo do tapete” as mazelas que acontecem inclusive na sua casa, na sua vizinhança, na sua igreja (pois é! Acontece nas igrejas e demais instituições religiosas e muitas vezes os líderes e os membros lutam pela reconciliação ou apenas oram, rezam, “entregam para Jesus”, lavam as mãos, ou ainda, em outras, aceitam porque é cultural, faz parte da religião, é um dogma, ou sei lá mais qual desculpa!).

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Captura de Tela 2018-07-25 às 13.01.41Fonte: Senado Federal

 

Tais índices só diminuirão quando a sociedade entender o seu papel e ajudar e, neste caso, “meter a colher” onde, para alguns, não seria devido.

 

Denuncie. Indique acompanhamento psicológico à vítima. Apoie. Ajude!

O mundo é perigoso não por causa daqueles que fazem o mal, mas por causa daqueles que veem e deixam o mal ser feito.

Albert Einstein