CompartilhARES: Violência doméstica e familiar contra a mulher c/ o psicólogo Carlos de Sá – LIVE disponível no YouTube e Spotify

Carlos José Pereira de Sá é psicólogo e atua em Araguaína, Tocantins, Brasil. A maioria das pacientes dele é mulher e a experiência dele no tema abordado, “Violência doméstica e familiar contra a mulher”, é considerável; ele tem propriedade para falar sobre.

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ATENÇÃO! Se você é vítima de violência doméstica e familiar ou presenciou alguma cena, DENUNCIE! DISQUE 180. A ligação é gratuita e anônima!
Se você, vítima, ainda não se sentir segura para ligar, procure um CRAS da sua região. Eles te darão esse suporte! Você não merece e não deve passar por isso!

LEI MARIA DA PENHA (Artigo 5 da Lei nº 11.340 de 07 de Agosto de 2006):
Art. 5º Para os efeitos desta Lei, configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial.

Algumas questões discutidas:

  • O que caracteriza violência doméstica e familiar contra a mulher? Como identificar um relacionamento abusivo?
  • Observando sua experiência com atendimentos enquanto psicólogo, você acredita que violência doméstica e familiar contra a mulher é um problema real e atual no Brasil?
  • Qual é o perfil do agressor? E da agredida? Há um padrão para esses dois personagens?
  • Para combater a violência familiar e doméstica durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) está tomando medidas emergenciais. A mais recente delas é o lançamento, nesta quinta-feira (2), de plataformas digitais dos canais de atendimento da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH).
    Com a novidade, a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH) amplia o alcance dos serviços do Disque 100 e do Ligue 180 para o meio digital com o lançamento do aplicativo Direitos Humanos Brasil e de portal exclusivo.
    A medida visa enfrentar um dos fenômenos observados em outros países que também passam por período de confinamento: com agressores e vítimas sob o mesmo teto 24h por dia, a busca por canais de denúncia via telefone tende a diminuir, uma vez que a pessoa agredida não consegue pedir ajuda reservadamente.
    Falando em 24h, considerando os dados estatísticos e noticiários que temos visto de aumento de casos durante a pandemia, bem como n debates inclusive nas esferas governamentais, você realmente acha que estar confinado 24h por dia intensifica as ações do agressor? E se isso ocorre, POR QUÊ?
  • Falando em denúncias, muitas pessoas “julgam” as mulheres agredidas por não denunciarem, falta de postura, de coragem. É simples assim? 🤔 Realmente, trata-se apenas de uma decisão? Qual é a dificuldade dessas mulheres?
  • Segundo as experiências relatadas nos atendimentos que você faz, bem como dados estatísticos, as instituições, sejam elas políticas, religiosas, educacionais etc. tendem a refletir negativamente nesse quadro, fortalecendo essa estrutura que viabiliza o poder ao agressor?
  • E positivamente, o que essas instituições poderiam fazer para auxiliar no combate ao fim da violência doméstica? O que pode ser feito por parte delas? E por parte de nós, sociedade?

Carlos, muito obrigada pela sua participação! Abordar esse tema tão triste, mas real, é fundamental para repensarmos algumas políticas e práticas!

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ATENÇÃO, MULHERADA! Como reconhecer um relacionamento abusivo?

Há menos de 1 mês, escrevi um texto sobre violência contra a mulher (clique aqui para lê-lo), mencionando, inclusive, manchetes dos últimos 30 dias da data da publicação. E, hoje, ainda percebo que os números não param de crescer e, mais além, são poucas as pessoas que se sensibilizam com tais fatos.

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Selecionei mais algumas manchetes dos últimos 15 dias. Veja! São outras notícias, sem contar aquelas noticiadas nos Jornais “Pinga-Sangue” regionais e aquelas que não são denunciadas e/ou divulgadas.

Resolvi, então, listar alguns alertas quanto a atitudes de possíveis homens cruéis em relacionamentos abusivos. Minha preocupação maior, além de todas as mulheres, é, especialmente, com as meninas adolescentes e jovens que estão começando seus relacionamentos e, por muitas vezes, ainda confundem amor, ciúmes, paixão com relacionamento abusivo, que poderá desencadear em vários tipos de agressões e que, quem sabe, venham a ampliar os índices de casos fatais.

Com a garganta trancada, não quero ver minhas familiares, amigas, alunas e demais mulheres que conheço vivenciando qualquer situação dessas…

Fuja de relacionamentos em que:

  1. Ele não respeita sua privacidade, seja no mundo real, seja no mundo das redes sociais (exigindo acesso a senhas, por exemplo… controlando suas ligações e mensagens, etc.).
  2. Ele é controlador. Não para de te ligar e/ou mandar mensagens querendo saber onde você está e o que está fazendo. Ai se não responder! Já é motivo para desconfiança e brigas.
  3. Ele é controlador também com suas roupas. Nada de decotes, nada de roupas curtas, nada de vestir-se como você quer, mas sim como ele quer.
  4. Ele te isola socialmente, não aceitando seus amigos, seus familiares, exigindo distância deles, simplesmente porque afirma não gostar deles. Novamente, ele é controlador.
  5. Em casos de separação, independente do motivo, ele ameaça cometer suicídio ou qualquer outra besteira que envolva sua vida ou a dele próprio, caso você não o aceite de volta. Caia fora! Ele não aceitar a rejeição não é culpa sua!
  6. Ele é insistente, por dizer te amar demais, e não te dá espaço quando precisa, seja numa discussão, seja em um possível término.
  7. Ele também controla seu dinheiro. Se ele fala muitas vezes disso, cuidado! Isso é só mais uma característica daquele mesmo controlador. Não confunda uma negociação entre casais por gastos exacerbados com o controle total por ser só mais uma característica do “seu dono”.
  8. Ele oculta ou destrói seus bens e objetos.
  9. Ele não deixa você trabalhar. Se você quer trabalhar, qual o problema com isso?
  10. Ele já segurou seu braço com força. Pode parar! Isso é apenas o começo para futuras agressões físicas.
  11. Ele te agride fisicamente (empurra, chuta, amarra, violenta, bate…). Por mais que ele afirme na reconciliação que nunca mais fará isso, sinto em lhe dizer: é mentira! Não caia nessa!
  12. Ele te desmoraliza, diminui sua autoestima. Está toda hora insatisfeito com o seu jeito. Todos temos defeitos, mas são só defeitos? Que amor é esse?
  13. Ele te dá apelidos humilhantes e/ou que você não gosta. Ainda que peça para parar, ele continua? Ele tem problema!
  14. Ele te obriga a fazer todos os serviços domésticos e ainda proíbe a contratação de um profissional da limpeza, ele provavelmente ainda não entendeu que tarefas da casa são dos moradores da casa, os que fazem a “porqueira”, portanto de todos!
  15. Ele te difama, te calunia. Isso é agressão moral!
  16. Ele te pressiona a fazer sexo, exige fazer práticas que você não deseja e/ou, ainda, não quer que use métodos contraceptivos. Caia fora!
  17. Ele é ciumento, possessivo. Você não é um objeto para ser posse dele. Que amor é esse que te trata como uma coisa?

A chave para um relacionamento saudável é formada por AMOR, COMPANHEIRISMO, DIÁLOGO e RESPEITO. Se 1 desses itens está faltando e ainda há alguma pitada dos alertas mencionados anteriormente, atente-se, fuja dessa relação e denuncie.

A você que pode ser um ombro amigo para alguém nessa situação, seja um ombro amigo mesmo! Aquele que mete a colher sim! Encoraje a pessoa que sofre desses abusos a denunciar, a pedir socorro, a sair dessa e também denuncie!

 

O Supremo Tribunal Federal decidiu, em 2012, que qualquer pessoa, além da vítima de violência, pode registrar ocorrência contra o agressor: “As denúncias podem ser feitas nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) ou através do Disque 180” (SENADO, 2018).

Não continue fingindo que nada sabe ou não querendo meter a colher em briga de marido e mulher!

Esse problema já é social e a sociedade precisa se mobilizar!