CompartilhARES: Violência doméstica e familiar contra a mulher

Próximo sábado, às 19h do Brasil 🇧🇷, falarei com Carlos de Sá @carlosdesa10, psicólogo, que tem atuado em Tocantins, principalmente no atendimento a mulheres. O papo será sobre uma temática infelizmente bastante comum ainda na sociedade atual.



Participem com a gente!

A live será transmitida pelo meu Instagram instagram.com/karencampanaa.

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ATENÇÃO, MULHERADA! Como reconhecer um relacionamento abusivo?

Há menos de 1 mês, escrevi um texto sobre violência contra a mulher (clique aqui para lê-lo), mencionando, inclusive, manchetes dos últimos 30 dias da data da publicação. E, hoje, ainda percebo que os números não param de crescer e, mais além, são poucas as pessoas que se sensibilizam com tais fatos.

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Selecionei mais algumas manchetes dos últimos 15 dias. Veja! São outras notícias, sem contar aquelas noticiadas nos Jornais “Pinga-Sangue” regionais e aquelas que não são denunciadas e/ou divulgadas.

Resolvi, então, listar alguns alertas quanto a atitudes de possíveis homens cruéis em relacionamentos abusivos. Minha preocupação maior, além de todas as mulheres, é, especialmente, com as meninas adolescentes e jovens que estão começando seus relacionamentos e, por muitas vezes, ainda confundem amor, ciúmes, paixão com relacionamento abusivo, que poderá desencadear em vários tipos de agressões e que, quem sabe, venham a ampliar os índices de casos fatais.

Com a garganta trancada, não quero ver minhas familiares, amigas, alunas e demais mulheres que conheço vivenciando qualquer situação dessas…

Fuja de relacionamentos em que:

  1. Ele não respeita sua privacidade, seja no mundo real, seja no mundo das redes sociais (exigindo acesso a senhas, por exemplo… controlando suas ligações e mensagens, etc.).
  2. Ele é controlador. Não para de te ligar e/ou mandar mensagens querendo saber onde você está e o que está fazendo. Ai se não responder! Já é motivo para desconfiança e brigas.
  3. Ele é controlador também com suas roupas. Nada de decotes, nada de roupas curtas, nada de vestir-se como você quer, mas sim como ele quer.
  4. Ele te isola socialmente, não aceitando seus amigos, seus familiares, exigindo distância deles, simplesmente porque afirma não gostar deles. Novamente, ele é controlador.
  5. Em casos de separação, independente do motivo, ele ameaça cometer suicídio ou qualquer outra besteira que envolva sua vida ou a dele próprio, caso você não o aceite de volta. Caia fora! Ele não aceitar a rejeição não é culpa sua!
  6. Ele é insistente, por dizer te amar demais, e não te dá espaço quando precisa, seja numa discussão, seja em um possível término.
  7. Ele também controla seu dinheiro. Se ele fala muitas vezes disso, cuidado! Isso é só mais uma característica daquele mesmo controlador. Não confunda uma negociação entre casais por gastos exacerbados com o controle total por ser só mais uma característica do “seu dono”.
  8. Ele oculta ou destrói seus bens e objetos.
  9. Ele não deixa você trabalhar. Se você quer trabalhar, qual o problema com isso?
  10. Ele já segurou seu braço com força. Pode parar! Isso é apenas o começo para futuras agressões físicas.
  11. Ele te agride fisicamente (empurra, chuta, amarra, violenta, bate…). Por mais que ele afirme na reconciliação que nunca mais fará isso, sinto em lhe dizer: é mentira! Não caia nessa!
  12. Ele te desmoraliza, diminui sua autoestima. Está toda hora insatisfeito com o seu jeito. Todos temos defeitos, mas são só defeitos? Que amor é esse?
  13. Ele te dá apelidos humilhantes e/ou que você não gosta. Ainda que peça para parar, ele continua? Ele tem problema!
  14. Ele te obriga a fazer todos os serviços domésticos e ainda proíbe a contratação de um profissional da limpeza, ele provavelmente ainda não entendeu que tarefas da casa são dos moradores da casa, os que fazem a “porqueira”, portanto de todos!
  15. Ele te difama, te calunia. Isso é agressão moral!
  16. Ele te pressiona a fazer sexo, exige fazer práticas que você não deseja e/ou, ainda, não quer que use métodos contraceptivos. Caia fora!
  17. Ele é ciumento, possessivo. Você não é um objeto para ser posse dele. Que amor é esse que te trata como uma coisa?

A chave para um relacionamento saudável é formada por AMOR, COMPANHEIRISMO, DIÁLOGO e RESPEITO. Se 1 desses itens está faltando e ainda há alguma pitada dos alertas mencionados anteriormente, atente-se, fuja dessa relação e denuncie.

A você que pode ser um ombro amigo para alguém nessa situação, seja um ombro amigo mesmo! Aquele que mete a colher sim! Encoraje a pessoa que sofre desses abusos a denunciar, a pedir socorro, a sair dessa e também denuncie!

 

O Supremo Tribunal Federal decidiu, em 2012, que qualquer pessoa, além da vítima de violência, pode registrar ocorrência contra o agressor: “As denúncias podem ser feitas nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) ou através do Disque 180” (SENADO, 2018).

Não continue fingindo que nada sabe ou não querendo meter a colher em briga de marido e mulher!

Esse problema já é social e a sociedade precisa se mobilizar!

 

Violência contra a mulher: até quando?

O bem que se pensa e reside na omissão causa muitos estragos e remorsos por permitirem que o mal prolifere sem freio em suas ações.

Monicka Christi

Um problema de esfera grandiosa, a violência contra a mulher parece não ter fim. Tal violência atinge mulheres de todas as classes sociais, etnias e de todas as regiões do Brasil, conforme aponta o site do Senado Federal. Este fenômeno estrutural deve ser compreendido como responsabilidade de toda a sociedade e não como algo de ordem privada, individual, justificando-se, por exemplo, “em briga de marido e mulher não se mete a colher”. Veja o porquê.

Os números relacionados à violência contra as mulheres ainda são altíssimos, apesar de hoje, no Brasil, contarmos com a Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) “considerada pela ONU uma das três leis mais avançadas de enfrentamento à violência contra as mulheres do mundo. A Lei Maria da Penha apresenta mais duas formas de violência – moral e patrimonial -, que, somadas às violências física, sexual e psicológica, totalizam as cinco formas de violência doméstica e familiar, conforme definidas em seu Artigo 7°.” (SENADO, 2018).

Segundo a Convenção de Belém do Pará, Capítulo I, Artigo 1°, a violência contra a mulher pode ser “qualquer ato ou conduta baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública como na esfera privada”.

Exatamente, hoje, se você acessar o site da Rede Globo, por exemplo, notará no TOP 5 das notícias gerais 2 posts sobre possíveis situações relacionadas à violência contra a mulher.

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Fonte: www.globo.com

Tão pior quanto tais situações, é ouvir as pessoas fazendo questionamentos e afirmações como: “Mas, também, olha o que ela fez?” ou “Ela o traiu!” ou “Foi um acidente.” ou “Ah! Mas essa é apenas uma versão!”, ou “Quem manda ela aceitar tal condição?”, ou “Apanha porque quer!” dentre tantas outras perguntas e comentários um tanto ousados e descabidos, sem olhar a profundeza das coisas, sem perceber que há um abalo psicológico por trás, ou medo, ou falta de informação, dentre outros fatores que também interferem e que, por muitas vezes, a vítima sozinha não sabe como sair dessa. Portanto apoio dos próximos e da sociedade, de modo geral, pode sim fazer a diferença!

Como explicar as manchetes a seguir? Detalhe. São manchetes de notícias dos últimos 30 dias. Sim! Apenas dos últimos 30 dias. Sem contar as não noticiadas, não registradas, não denunciadas, as que não tiveram como fim a morte, dentre outros.

 

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O Supremo Tribunal Federal decidiu, em 2012, que qualquer pessoa, além da vítima de violência, pode registrar ocorrência contra o agressor: “As denúncias podem ser feitas nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) ou através do Disque 180” (SENADO, 2018).

Em 2015, a Lei 13.104 (Lei nº 13.104, de 2015) alterou o Código Penal, de modo a prever o feminicídio como circunstância qualificadora do crime de homicídio “e inclui o feminicídio no rol dos crimes hediondos. O feminicídio, então, passa a ser entendido como homicídio qualificado contra as mulheres “por razões da condição de sexo feminino”” (SENADO, 2018).

Desse modo, caro leitor, o que hoje quero chamar a sua atenção é para que não se omita, não acoberte, ajude e denuncie!

Acompanhe alguns testes de reações das pessoas perante simulações de violência:

 

Chega de acobertar seus entes “queridos”, seus familiares e amigos!

Chega de “esconder debaixo do tapete” as mazelas que acontecem inclusive na sua casa, na sua vizinhança, na sua igreja (pois é! Acontece nas igrejas e demais instituições religiosas e muitas vezes os líderes e os membros lutam pela reconciliação ou apenas oram, rezam, “entregam para Jesus”, lavam as mãos, ou ainda, em outras, aceitam porque é cultural, faz parte da religião, é um dogma, ou sei lá mais qual desculpa!).

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Captura de Tela 2018-07-25 às 13.01.41Fonte: Senado Federal

 

Tais índices só diminuirão quando a sociedade entender o seu papel e ajudar e, neste caso, “meter a colher” onde, para alguns, não seria devido.

 

Denuncie. Indique acompanhamento psicológico à vítima. Apoie. Ajude!

O mundo é perigoso não por causa daqueles que fazem o mal, mas por causa daqueles que veem e deixam o mal ser feito.

Albert Einstein