É verdade ou é mentira? De onde vem tal informação?

É Julho e a quadrilha está armada! Não! Não a quadrilha da Festa Julina, não aquela que cantarola “Olha a cobra! É MENTIRA!”…

Sim… Até tem a ver com MENTIRA… Sim! Estou falando de “Fake News”, um dos embates na realidade da sociedade que tanto vivencia o virtual. Precisamos, então, rever o que compartilhamos e seguimos como verdades.

Na última quarta, 25, o Facebook retirou do ar 196 páginas e 87 perfis ligados ao MBL por manipulação de informações com contas ocultas a fim de interferir no debate público.

O Facebook, por meio de especialistas e profissionais ligados à tecnologia e com sistemas automatizados detectou “não autenticidade”, além de informações disseminadas de modo duvidoso. Em nota oficial, o Facebook afirma que trata-se de “uma rede coordenada que se ocultava com o uso de contas falsas e escondia das pessoas a natureza e a origem de seu conteúdo com o propósito de gerar divisão e espalhar desinformação”.

Isto é, derrubar o perfil pessoal de “X”, para o Facebook, indica tratar-se de um perfil usado para disseminar inverdades. A autenticidade, regra contratual para criar, gerenciar e seguir com um perfil, foi quebrada. Além disso, alegam que havia “comportamentos não autênticos coordenados, ou seja, em que múltiplas contas trabalham em conjunto com a finalidade de enganar as pessoas”.

Kim Kataguiri, excelente orador e coordenador, já veio a público se explicar, alegando tratar-se de censura e dizendo que o grupo de extrema-direita MBL já entrou com uma ação contra o Facebook, afirmando ser uma questão ideológica (veja a Nota Oficial do MBL).

Não se trata retirar do ar páginas que distribuíam notícias falsas, mas sim de contas não verídicas, de todo um esquema armado para criar-se supostas “verdades” e levá-las a público a fim de moldar as mentes “pensantes”. De acordo com as investigações do Facebook, envolvendo profissionais dos Estados Unidos, Holanda, México, Índia, Brasil e outros países, existia todo um sistema destinado à manipular os debates de esfera pública, colocando informações não tão transparentes e até veladas de modo central, como verdades “absolutas” (desculpe o pleonasmo!).

Por mais que realmente possam existir ideologias e interesses por trás da empresa Facebook, conforme aponta Kim Kataguiri em vídeo na página do MBL, há também ideologias e interesses por trás do MBL, bem como também por trás dos partidos (de direita, de esquerda, de centro, de onde for…), ainda mais em época de eleições (portanto, prepare-se!), das religiões, de determinados grupos, de tudo… “Bobo” é você, eu, nós que nos deixamos levar por conversas “fiadas” e informações “soltas” e/ou aproveitamos para envenenar com nossos conceitos preestabelecidos, preconceitos, estereótipos, enfim, nossas maldades.

É vergonhoso pensar em apelar para ganhar adeptos. Por isso que sempre digo, investigue sempre antes de compartilhar, qualquer coisa, de qualquer pessoa, de qualquer grupo.

A guerra na internet está armada e nem sabemos quem serão os próximos a nos atingir. Por trás de grandes grupos assim, há muito dinheiro para mantê-los. E de onde vem toda essa grana?

DENUNCIE páginas fakes e mais do que isso, seja o esperto suficiente para sempre procurar n fontes antes de sair postando tudo como verdade!

 

 

Violência contra a mulher: até quando?

O bem que se pensa e reside na omissão causa muitos estragos e remorsos por permitirem que o mal prolifere sem freio em suas ações.

Monicka Christi

Um problema de esfera grandiosa, a violência contra a mulher parece não ter fim. Tal violência atinge mulheres de todas as classes sociais, etnias e de todas as regiões do Brasil, conforme aponta o site do Senado Federal. Este fenômeno estrutural deve ser compreendido como responsabilidade de toda a sociedade e não como algo de ordem privada, individual, justificando-se, por exemplo, “em briga de marido e mulher não se mete a colher”. Veja o porquê.

Os números relacionados à violência contra as mulheres ainda são altíssimos, apesar de hoje, no Brasil, contarmos com a Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) “considerada pela ONU uma das três leis mais avançadas de enfrentamento à violência contra as mulheres do mundo. A Lei Maria da Penha apresenta mais duas formas de violência – moral e patrimonial -, que, somadas às violências física, sexual e psicológica, totalizam as cinco formas de violência doméstica e familiar, conforme definidas em seu Artigo 7°.” (SENADO, 2018).

Segundo a Convenção de Belém do Pará, Capítulo I, Artigo 1°, a violência contra a mulher pode ser “qualquer ato ou conduta baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública como na esfera privada”.

Exatamente, hoje, se você acessar o site da Rede Globo, por exemplo, notará no TOP 5 das notícias gerais 2 posts sobre possíveis situações relacionadas à violência contra a mulher.

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Fonte: www.globo.com

Tão pior quanto tais situações, é ouvir as pessoas fazendo questionamentos e afirmações como: “Mas, também, olha o que ela fez?” ou “Ela o traiu!” ou “Foi um acidente.” ou “Ah! Mas essa é apenas uma versão!”, ou “Quem manda ela aceitar tal condição?”, ou “Apanha porque quer!” dentre tantas outras perguntas e comentários um tanto ousados e descabidos, sem olhar a profundeza das coisas, sem perceber que há um abalo psicológico por trás, ou medo, ou falta de informação, dentre outros fatores que também interferem e que, por muitas vezes, a vítima sozinha não sabe como sair dessa. Portanto apoio dos próximos e da sociedade, de modo geral, pode sim fazer a diferença!

Como explicar as manchetes a seguir? Detalhe. São manchetes de notícias dos últimos 30 dias. Sim! Apenas dos últimos 30 dias. Sem contar as não noticiadas, não registradas, não denunciadas, as que não tiveram como fim a morte, dentre outros.

 

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O Supremo Tribunal Federal decidiu, em 2012, que qualquer pessoa, além da vítima de violência, pode registrar ocorrência contra o agressor: “As denúncias podem ser feitas nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) ou através do Disque 180” (SENADO, 2018).

Em 2015, a Lei 13.104 (Lei nº 13.104, de 2015) alterou o Código Penal, de modo a prever o feminicídio como circunstância qualificadora do crime de homicídio “e inclui o feminicídio no rol dos crimes hediondos. O feminicídio, então, passa a ser entendido como homicídio qualificado contra as mulheres “por razões da condição de sexo feminino”” (SENADO, 2018).

Desse modo, caro leitor, o que hoje quero chamar a sua atenção é para que não se omita, não acoberte, ajude e denuncie!

Acompanhe alguns testes de reações das pessoas perante simulações de violência:

 

Chega de acobertar seus entes “queridos”, seus familiares e amigos!

Chega de “esconder debaixo do tapete” as mazelas que acontecem inclusive na sua casa, na sua vizinhança, na sua igreja (pois é! Acontece nas igrejas e demais instituições religiosas e muitas vezes os líderes e os membros lutam pela reconciliação ou apenas oram, rezam, “entregam para Jesus”, lavam as mãos, ou ainda, em outras, aceitam porque é cultural, faz parte da religião, é um dogma, ou sei lá mais qual desculpa!).

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Captura de Tela 2018-07-25 às 13.01.41Fonte: Senado Federal

 

Tais índices só diminuirão quando a sociedade entender o seu papel e ajudar e, neste caso, “meter a colher” onde, para alguns, não seria devido.

 

Denuncie. Indique acompanhamento psicológico à vítima. Apoie. Ajude!

O mundo é perigoso não por causa daqueles que fazem o mal, mas por causa daqueles que veem e deixam o mal ser feito.

Albert Einstein

 

 

 

Motivação na segunda-feira?

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Acessando ao Twitter, às segundas-feiras, bem como demais sites e páginas de redes sociais dos amigos, tenho percebido em alta os assuntos, as hashtags, relacionados a tão assombrosa SEGUNDA-FEIRA (para alguns, é claro!). Hoje, por exemplo, #MondayMotivation está entre os trends topics!

A tal da segunda, confesso, que para mim, muitas vezes também é puxada! Rs… Será que é tão bom o fim de semana que não pode acabar? (risos). Não são todas!

Foi aí que comecei a investigar alguns fatos, curiosidades e outros estudos relacionados ao tema.

Em um texto veiculado na Revista Super Interessante (disponível em: https://super.abril.com.br/blog/cienciamaluca/6-curiosidades-cientificas-sobre-a-segunda-feira/), suicídios e infartos têm os números ampliados na segundona.

Um estudo da Universidade do Vermont, nos Estados Unidos (disponível em: http://hedonometer.org/about.html) e comentado no site Publico (disponível em: https://www.publico.pt/2017/10/09/tecnologia/noticia/odeia-a-segundafeira-nao-e-o-unico-e-ha-o-estudo-que-o-comprova-1788203) aponta uma análise da pessoas com base nos tweets da semana e destaca que segunda-feira não tem sido um dia de muita felicidade para a população mundial.

Em outro artigo da Super Interessante (disponível em: https://super.abril.com.br/blog/superlistas/7-razoes-cientificas-por-que-segunda-feira-e-o-pior-dia-da-semana/), algumas possíveis justificativas são destacadas, dentre elas relógio biológico bagunçado, mudança de rotina, ódio ao trabalho, dentre outros fatores.

Mas e aí?! Segunda-feira é problema para você? Seu humor muda?

 

 

 

Feliz Dia do Amigo

Amigo é coisa pra se guardar
No lado esquerdo do peito.”

Fernando Brant / Milton Nascimento

Dia 20 de julho, Dia do Amigo e Dia Internacional da Amizade.

Amigo, do latim amicu, amigo, confidente, querido, favorável.

Ao longo da vida, você conhece pessoas que acredita serem aquelas que estimam sua amizade.

Algumas realmente são! Te apoiam, te incentivam a buscar seus sonhos, divulgam seu trabalho, compartilham suas ideias, mas algumas vezes também discordam, conversam com respeito, ajudam no que podem, estão com você na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença… Enfim, estão contigo!

São com essas pessoas também que aprendemos mais sobre amor, sobre relacionamentos, sobre paciência, sobre comunhão, sobre dividir, sobre compartilhar, sobre afeto, sobre gratidão, sobre parceria… sobre abraço! Que abraço!

Umas ficam por um tempo e se vão! Nem sempre porque não eram suas amigas quando conviviam com você… apenas passam… seja pela correria do dia-a-dia, seja pela sua idade mental daquela época, seja pelas oportunidades de disponibilizar tempo… enfim… passam! E nem por isso devem deixar de serem importantes em sua vida, afinal um dia foram, portanto sempre é bom ser grato.

Por mais que alguns discordem, a amizade também é movida pelo interesse. O interesse, talvez, em preencher o “quebra-cabeça” da vida, da ausência de algo ou de alguém. Mas esse interesse é legítimo. Faz parte, não se julgue. Apenas retribua. Amizade é via de mão-dupla.

Por mais que você tenha se deparado com falsos amigos, com certeza aprendeu algo com eles ou a partir deles. Então seja grato. Para todos que passam por sua vida, tente explorar algo de bom em você. Aprimore-se!

Acredito que Deus nos deu o grande desafio de nos relacionarmos com pessoas. Nem sempre é fácil, confesso! Mas sempre vale a pena! Com AMIGOS ou “amigos”, aprenda. Cresça. Amadureça. Continue. Faça sua parte. Agradeça a Deus e a todos eles que passaram ou continuam em sua vida.

É por isso que deixo meu muito obrigada a todos os amigos que tive e tenho (hoje em menor número, mas de excelente qualidade… acho que com o amadurecimento ficamos mais “seletivos”, se é que posso assim dizer).

Com certeza, aprendi muito com todos e o que sou hoje, com certeza, é fruto desses relacionamentos que Deus me presenteou.

Feliz Dia do Amigo!

Edson Lau Filho: negro, político e agente

Da série Pessoas que Inspiram, Edson Lau Filho: negro, político e agente.

Apaixonado pela política, compreendendo-a como uma atividade nobre e vocacional, Edson Lau Filho, 31 anos, nascido em São Bernardo do Campo, região do Grande ABC paulista, e adotado pelo Paraná, como ele mesmo afirma, é Assessor Especial da Juventude no Governo do Estado do Paraná, Presidente do Conselho Estadual da Juventude (Conselho este reativado recentemente depois de 20 anos sem atuação) e Vice-Presidente no Conselho Estadual do Paraná de Promoção à Igualdade Racial e Militância político-partidária. Além disso, atua no Conselho Nacional de Juventude e é Secretário-Geral do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) de Curitiba.

Atualmente, é responsável pela implementação, articulação e organização das políticas públicas voltadas à juventude no Estado do Paraná. Nos conselhos em que participa, auxilia no controle social das políticas, bem como na articulação necessária dos governos com a sociedade civil.

Edson é por parte de pai, filho de paulista e neto de nordestinos. Do lado materno, é filho e neto de mineiros, provavelmente, descendentes de escravos. Casado com uma carioca, é um corinthiano apaixonado, em suma: se declara brasileiro com orgulho.

Lau Filho é negro e destaca que um de seus maiores desafios na vida é a superação da desconfiança e do racismo nos diversos ambientes em que frequenta: “Tento superar todos os dias com muito trabalho. Minha mãe sempre dizia que nós negros temos que trabalhar o dobro para sermos aceitos.” – afirma Edson.

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Para ele, diante de adversidades como essas, dentre tantas outras, é preciso sofrer o “choque” e superá-lo, afinal a falta de ação muitas vezes favorece a propulsão da “maré contrária”. Além disso, Edson afirma que não se pode perder a capacidade de sonhar: “Mais do que sonhar, precisamos ter ideais de vida… gosto de dizer que ter um ideal é o mesmo que sonhar acordado!”.

Em 2016, Edson e os demais da equipe do governo fizeram uma campanha institucional que teve o maior alcance de história do Brasil, denominada “Teste de Imagem”, que denunciava o racismo institucional. Foram milhões de pessoas alcançadas em todo Brasil. Outro resultado importante foi a criação do primeiro programa de atendimento e ação em rede para a juventude do Brasil, o Programa Rede Jovem, do qual Edson se orgulha em fazer parte dessa história.

Lau Filho se define como ” ‘o mais suicida dos que amam a vida.’ Gosto dessa frase que Rubem Fonseca construiu para o Mandrake, um dos seus mais conhecidos personagens. Amar a vida não quer dizer que não devamos assumir riscos. Churchill, inclusive, dizia que pelo menos na política a gente pode morrer muitas vezes”, declara Edson. Por outro lado, Edson ressalta não ser benéfico tomar quaisquer decisões baseados no calor e na emoção. Arriscar pensando é sempre o mais indicado.

Edson

Como legado de vida, Edson quer ser lembrado como alguém que mudou para melhor a vida de quem compartilhou o seu tempo com ele. Para isso, Lau Filho defende a participação ativa como fator principal para mudar a história: “Quem se omite tem a mesma responsabilidade de quem age. Eu prefiro ser um agente da história”.

Edson Lau Filho já foi premiado com a Comenda Honestino Guimarães, em 2015, recebida do Governador de Goiás, pelos serviços prestados junto à juventude brasileira. Foi, também, finalista do Prêmio Profissionais do Ano da Rede Globo em 2017 e finalista do Prêmio Top de Marketing da Associação dos Dirigentes de Marketing e Vendas do Brasil (ADVB), no mesmo ano.

PerfilEdson não se vê como uma pessoa inspiradora, mas afirma: “aprendi em casa e com muito dos mestres que tive pela vida que muitas responsabilidades nos são legadas, deliberadamente ou não, mas o fundamental é realizá-las da melhor maneira possível”.

Por falar em mestres, Edson também se inspira em outras pessoas para ser quem é, como: seus próprios pais, Mário Covas, José Richa, Winston Churchill, Malcolm X, Nelson Mandela, Fernando Henrique Cardoso e Beto Richa.

Como mencionado anteriormente, Edson é paranaense de coração. Para ele, o Paraná “é um mar de oportunidades, de gente trabalhadora e que me acolheu como um filho”. Já quanto ao Brasil, ele afirma não ser um país para amadores: “terra de um povo plural, resiliente e lindo, o Brasil, assim como o mundo, precisa de um encontro com a liberdade e a justiça, urgentemente”. E é por meio de sua participação na política e no envolvimento com a juventude que Edson tem buscado isso. Ele ainda complementa expondo sua posição de vida a partir do pensamento de Thurgood Marshall: “Há um preço a pagar pela divisão e isolamento. A democracia não pode desabrochar em meio ao ódio. A justiça não pode se enraizar em meio à raiva. Devemos abandonar a indiferença. Devemos abandonar a apatia. Devemos abandonar o medo.”

Edson, um negro na política, um agente de transformação na sociedade. Edson inspira. Quem te inspira?

Obs.: Para contatar Edson Lau Filho, envie um e-mail para: edsonlaufilho@gmail.com.