
18 de maio é Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes, instituído pela Lei 9.970/00, a partir do crime que chocou o Brasil, conhecido como caso Araceli, crime que até hoje segue impune, crime em que uma criança de 8 anos foi raptada, estuprada e morta por jovens da classe média alta em Vitória-ES.
18 de maio é também Dia da Luta Antimanicomial, dia instituído desde 1987, por profissionais da área de saúde que estavam cansados de ver o tratamento desumano e cruel atribuído aos usuários do sistema de saúde mental, a fim de que se estabeleçam e sejam substituídos por outros serviços de saúde aberto, dando atenção à saúde mental do usuário e respectiva família.
Duas lutas que se existem é porque há histórico e realidade para isso. E que louco isso!
Que neste dia 18 de maio, possamos nos ater aos dados do Brasil, que conforme o balanço de junho de 2019 do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, foram 76 mil vítimas durante 2018; que pedofilia geralmente é praticada por alguém próximo da família ou parte dela; que meninas negras ainda são “números” maiores quanto verificadas as vítimas de violência sexual; que homens e mulheres praticam pedofilia, apesar dos homens serem maioria; que possamos nos lembrar que são necessárias maiores políticas públicas quanto a isso, bem como precisamos divulgar que é necessário denunciar, que é necessário dar apoio às denúncias. Disque 100! A ligação é gratuita e sem necessidade de identificação.
Que neste 18 de maio, confinados devido à quarentena, possamos nos lembrar que confinar obrigatoriamente pode não ser legal, que tapar os olhos para as problemáticas do indivíduo, medicando e privando da liberdade, não foi e não deveria ser uma aceitável opção.

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Que lutas! 😪