Uma estrelinha no céu e todas as estrelinhas para minha mãe ❤️

Hoje o céu ganhou mais uma estrelinha: Nynninha. ❤️

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Ainda não sabíamos ao certo quão especial ela era, qual era a gravidade em si. Mas ela era especial. E foi muito especial.

Lembro da minha mãe me ligando no trabalho, final de 2010, dizendo que tinha uma cachorrinha para doação em uma casa de ração. Só que ela tinha um detalhe: ela era especial.

No mesmo momento, sem falar com meu marido (e ver se ele topava), eu já falei para minha mãe pegá-la, pois a queria sim, mesmo sem vê-la! (Carlos não era de negar amor, ainda mais para os bichinhos e eu sabia que minha mãe, na época minha vizinha, me ajudaria nessa missão).

Nos primeiros cuidados, percebemos que tinha algum probleminha além da perninha.

A levamos ao veterinário e ele nos disse que ela tinha um problema neurológico e que não viveria mais de 1 mês. Aquilo partiu o meu coração e o da minha mãe também. Ela era tão lindinha. Pequenina, quase um ratinho. Uma lhasa apso caramelo e branco.

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A primeira noite com ela, eu chorei e passei a noite acordada. Ela dormia no meu peito. Eu não sabia como agir. Ela era tão pequenina, da palma da mão. Mal conseguia andar. Batia a cabeça toda vez e por vezes até sangrava. E eu só pensava se ia dar conta… Eram tantas horas ausentes de casa, tantas horas de trabalho, primeiro ano de casamento, ainda no segundo ano da faculdade, com uma rotina louca das 07am às 11pm (É… Fui irresponsável em não pensar em tudo isso antes… Nenhum bichinho merece ficar sozinho em casa tanto tempo, muito menos ela com a dependência total que tinha. Eu sabia que minha mãe me ajudaria nessa missão, mas fui imprudente pela minha condição de vida ao adotá-la). Somado a isso, ainda tinha o meu medo de não poder ajudá-la, de fazer com que as perninha dela obedecessem aos comandos básicos de um cachorrinho. A aceitação de como seria a vida dela. Aprendi.

Passados alguns dias, o veterinário de Nynna, super jovem e cheio de vida, infelizmente, veio a óbito após um acidente.

Dias se passaram, um mês talvez, e ela escolheu viver com minha mãe. Sim. Brinco dizendo que ela escolheu, porque quando decidíamos dormir, Nynna latia sem parar, porque queria descer as escadas indo de encontro à casa da minha mãe, no cantinho dela. Só parou de latir quando conseguiu o que queria. Nynna escolheu e, com razão, porque era minha mãe que concedia atenção a ela todos os dias, apesar da correria de vida que ela também tinha. Minha mãe é guerreira! Era minha mãe que todo santo dia dava na boquinha da Nynna a comida (auxiliada muitas vezes pelas minhas irmãs Kauani e Karol. Mas sabíamos a preferência da Nynna pela mãe. No fundo, ela sabia que era ali que ela encontrava em porção dobrada mais segurança, cuidado e amor). Era minha mãe que estava presente.

Sim… Literalmente, a comida era na “boca dela”: Nynna não parava de pé a ponto de conseguir comer sozinha. Minha mãe desenvolveu o método de colocar ela entre as pernas, de modo a dar suporte do meio para trás, enquanto ela quase que “picava” a comida, como um passarinho. Considerando duas refeições diárias, 365 dias, foram mais de 6500 refeições que a Dona Meire preparou a carninha com a ração para alimentar a bichinha (quanto mais carninha, mais saboroso). Quantas vezes, minha mãe, quando ia passear, dava um jeito de voltar a tempo de Nynna comer, quando não a levava junto, se virasse a noite, como em idas à Maringá, par a casa da tia.

A mesma Nynna que não parava em pé com pleno equilíbrio e ritmo, buscava do jeito dela viver, pedir seu alimento, ser higiênica e pedir carinho e atenção.

Latia para “ir ao banheiro” (seja para número 1, seja para 2). Latia para dizer que estava com fome. Latia para declarar que estava com sede. Latia quando ouvia ou sentia gente ou algo estranho. Latia quando ouvia a voz das pessoas próximas, principalmente minha mãe. Latia quando estava brava (quando não, dava uns “paus” no Charlie e no Tobias (seus recentes parceiros de vida, após minha vinda para cá). Inclusive, sinto que eles também começaram a trocar eu e Carlos pela minha mãe. A “velha” é estraga ❤️❤️❤️ dos dogs.

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Nynna era de uma inteligência e uma persistência surreal. Quem via ela comendo, tentando andar, bater nos cachorros, lamber dando carinho, percebia nitidamente a esperteza dela apesar do trimiliques.

E minha mãe, que coração! ♥ Seu galardão está aumentado, com certeza!

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….

Nynna viveu muito para quem não contava passar de 1 mês. Foram 9 anos. 9 anos de esperteza, de desafios e de ver a bondade da minha mãe.

Brilha, brilha estrelinha!

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