A banalização da violência

Realidade no Brasil e no mundo, é cada dia mais comum observarmos situações de violência nos mais diversos ambientes, grupos, faixa etárias e classes sociais. A banalização da violência tem sido característica da sociedade do século XXI, que parece, por vezes, viver nos tempos das cavernas.

Um dia, um homem atira à queima-roupa em um rapaz de 22 anos por estar cortando sua fila no mercadinho do bairro em Marabá-PA.

Outro dia, uma travesti é baleada nas costas em pleno Centro de Maringá-PR.

Um dia, um ex-PM atira e mata sua esposa e filho e em seguida comete suicídio em Sertãozinho-SP.

Noutro dia, um pai ciumento mata a tiros o genro, o ator Rafael Miguel do SBT, e inclusive os pais do genro que estavam juntos a fim de “pedir autorização” pelo namoro, em plena Zona Sul de São Paulo.

Um dia, um casal de namoradas é agredido dentro do ônibus em Londres após um grupo de homens exigirem que elas se beijassem.

Em outro dia, uma mãe, aliada à companheira, esquarteja o próprio filho.

Outro dia, o governador do RJ avisa que irá “barrar” a entrada nas escolas de menores liberados de unidades socioeducativas por serem perigosos (Será mesmo que cumprindo o regime domicilar, sem escolas e com bastante tempo ocioso, esses jovens infratores seguirão para um bom caminho para eles e para a sociedade? Ou há aí mais espaço para a violência?).

Noutro dia, jovem negro é imobilizado e morto por segurança do Extra.

Violência contra os animais também, como o caso das pessoas ensacarem árvores para passarinhos não fazerem ninhos, tão louca quanto aquela do segurança do Carrefour que já comentei aqui.

Essas situações são apenas desses últimos dias e meses, fora tantas outras que já comentei aqui em outros posts (clique aqui) e aquelas que vemos todos os dias nos noticiários e até à nossa volta. Muitas por motivos tão banais, tão estranhos, tão desumanos, tão egoístas, tão covardes. Outras por reflexo de preconceitos, racismo, LGBTQfobia, machismo. Outras por excesso de poder e até poder de arma. Enfim… “n” motivações…

O que pensam os humanos, os ditos racionais?

O que a sociedade composta pelos mesmos humanos pode fazer para intervir?

Quem será o próximo alvo?

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