Cruel demais

Cruel seria a palavra ideal para denominar certas atitudes de ditos humanos.

Foi assim que comecei meu post anterior.

Foi sobre o fator humano que já falei aqui em outro post.

É sobre maldades que também tenho apontado aqui no Blog ao longo dos meus posts.

E assim, engasgada com tanta maldade humana, que sigo aqui questionando mais uma crueldade: humanos que se indignam (ao menos nas redes sociais) com a crueldade com os animais, como o exemplo, mencionado no post anterior, mas que seguem alheios a crueldade com outros humanos que são diferentes do PADRÃOzinho social.

Temos acompanhado, ao longo da história e intensificado nos últimos dias uma série de indígenas, por exemplo, serem “chutados” de seus espaços… (espero não ver aqui estereótipos do tipo “índio só serve para fazer balaio ou pedir dinheiro em semáforo para beber pinga… cito isso porque muito já ouvi).

Temos acompanhado, também, em ritmo crescente, o feminicídio, enquanto a população parece seguir acostumada com as atrocidades e/ou segue calada ou legitimando o “em briga de marido e mulher não se mete a colher”.

Temos acompanhado ainda a crescente da fome no Brasil, enquanto alguns ainda insistem em reclamar de Bolsa Família e calar-se diante de usos exacerbados de benefícios dos engravatados.

As mortes de crianças nas periferias cada vez mais constantes, enquanto boa parte da população foca em preocupar-se com a roupa e o brinquedo novo de seus filhos… seguem na bolha.

Humanos tão preocupados com o próximo, mas que seguem incoerentes boicotando, por exemplo, tudo que é programa, loja, empresa que trabalha a inclusão e a diversidade, seja ela qual for (exemplos: Papai Noel negro de Shopping, programa Amor e Sexo, escolas ditas com partido e por aí vai).

É a constante luta pelo fim da corrupção seguindo com corruptos e sendo humanos corruptos. É a tal da incoerência e da crueldade com o povo.

Enfim… é crueldade demais.

É crueldade seletiva.

É preocupação seletiva.

É indignação seletiva.

Seria hipocrisia?

Obs.: novamente, enfatizo: a crueldade com os animais deve ter um fim! A crueldade com os seres humanos, com o outro, também. Sejamos realmente humanos dotados de humanidade e da capacidade de colocar-se no lugar dos outros.

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